Criativo e inovador, Fluminense faz de reprises um 'novo mercado' a ser explorado por clubes

Romario (R), playing his first game with his new c
Romario (R), playing his first game with his new c | ANTONIO SCORZA/Getty Images

Após acertar em cheio no evento virtual de lançamento de seus novos uniformes - primeiro enxoval sob a parceria da nova fornecedora de material esportivo do clube, a Umbro -, o Fluminense emplacou mais uma ação de marketing muito bem sucedida: a 'comercialização' de ingressos simbólicos para seu torcedor, às vésperas da reprise do histórico Fla-Flu de 1995, exibida na TV Bandeirantes no domingo (18).

A resposta da torcida tricolor à iniciativa foi bastante positiva: mais de 20 mil ingressos simbólicos foram comercializados, gerando uma importante renda que será convertida em cestas básicas a serem doadas aos funcionários do clube com menores salários. Após o encerramento da reprise, o Fluminense ainda emplacou uma transmissão live em seu canal oficial (FluTV) com Ronald, Aílton e Cadu, jogadores que estiveram em campo naquela partida.

Com a certeira ação de marketing, o Tricolor Carioca uniu o melhor dos dois mundos: conseguiu gerar engajamento, algo importantíssimo para obtenção de receitas neste período de paralisação do calendário; e cumpriu sua 'função social' enquanto instituição do futebol, abraçando os mais vulneráveis neste momento difícil de crise financeira gerada pela pandemia de coronavírus.

A iniciativa do clube das Laranjeiras também abre os olhos de dirigentes/equipes brasileiras para este 'novo mercado' em potencial, as reexibições de jogos históricos. Com criatividade, é possível envolver o torcedor e capitalizar em cima disso, obtendo uma fonte de receita importante em meio a este período de esvaziamento de rendas.

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