Copa do Mundo 2022

Desfecho das Eliminatórias africanas garante quebra de paradigma histórico; entenda

Lucas Humberto
Cissé, de Senegal, conduz um longevo e vitorioso projeto
Cissé, de Senegal, conduz um longevo e vitorioso projeto / CHARLY TRIBALLEAU/GettyImages
facebooktwitterreddit

Conhecemos na última terça-feira (29) as seleções do continente africano que estarão na Copa do Mundo: Senegal, Gana, Camarões, Tunísia e Marrocos. As cinco equipes venceram seus respectivos confrontos diretos e, com isso, asseguraram presença no Catar. Para além da conquista histórica, pudemos observar também uma mudança de paradigma nos times nacionais.

Se em outros idos grande parte das seleções do continente buscavam pelos serviços de treinadores europeus, hoje quatro das cinco equipes que estarão no Mundial têm técnicos nacionais no comando. É o caso do longevo Aliou Cissé, de Senegal, Otto Addo, de Gana, Rigobert Song, de Camarões, e Jalel Kadri, da Tunísia.

A única exceção fica por conta de Vahid Halilhodžić, bósnio que treina a seleção marroquina desde 2019. Para se ter uma ideia da expressividade das transformações, precisamos retornar ao ano da penúltima edição da Copa Africana de Nações (CAN): 2019. À época, 15 dos 24 times que disputaram o torneio tinham técnicos europeus no comando.

Além disso, na ocasião, o mexicano Javier Aguirre era técnico do Egito. Isso significa que apenas oito equipes contavam com treinadores nascidos nos próprio continente. Destaque para Aliou Cissé, que está no na área técnica de Senegal desde 2015. Vencedor da CAN, ele em breve estará brilhando na Copa do Mundo novamente.

Rigobert Song Camarões Copa do Mundo Catar
Rigobert Song, de Camarões, garantiu vaga no Catar / -/GettyImages
facebooktwitterreddit