O consumo de futebol através das gerações

Por Amir Somoggi
Jan 12, 2021, 7:15 AM GMT-3
Mika Volkmann/Getty Images
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O mundo mudou muito rapidamente nos últimos anos. Os avanços tecnológicos transformaram a forma como as pessoas vivem e consomem.

Por muito tempo a maneira como as pessoas assitiram futebol não mudou muito. Era um produto de TV aberta e migrou para TV paga e Pay per View. Com o desenvolvimento de novas tecnologias e a disseminação da internet na população, tudo mudou.

A partir de 2020, a cena daquela reunião familiar na sala de estar para assistir futebol na TV não existe mais.

O consumo de futebol mudou muito e os jovens estão impactando os hábitos de consumo de esporte no mundo.

Millennials e Gen Z

As gerações mais jovens, como os Millennials hoje com cerca de 30-35 anos e os jovens da geração Z, entre 16 e 22 anos, são completamente diferentes de seus pais e avós. O consumidor mais maduro, com mais de 50 anos, é completamente diferente de seus filhos e netos.

O consumo e os interesses sobre o futebol mudaram completamente, do que experimentamos no passado tradicional das transmissões lineares pela televisão.

Vídeos curtos, highlights dos jogos, humor esportivo, fantasy, jogos mobile, eSports, streaming, são infinitas opções de consumo e conteúdos. Tudo isso com muita interação nas redes sociais e a necessidade de viver uma transformação digital total.

E cada geração consome conteúdo e tem interesses completamente diferentes da outra. Um fã de 18 anos é completamente diferente de um fã de 30 anos.

Um estudo da Associação Europeia de Clubes (ECA) trouxe dados assustadores sobre o consumo de futebol entre os mais jovens.

De acordo com o estudo publicado em 2020, nada menos que 40% dos jovens de 16 a 24 anos no mundo não gostam ou têm interesse em futebol. Esse índice é de 28% entre os fãs de 25 a 34 anos e 16% de 8 a 15 anos.

Além da monotonia e falta de paciência com os jogos, outros fatores também pesaram. A ausência de identificação com os valores do futebol também foi destacada pelos mais jovens.

Um desafio sem precedentes para clubes, patrocinadores e detentores de direitos de transmissão.

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