Consultor estima prejuízo de mais de meio bilhão a clubes brasileiros por conta da ausência de público em estádios

Fabio Utz
Mar 22, 2021, 1:29 PM GMT-3
Pandemia impede acesso do público aos jogos
Pandemia impede acesso do público aos jogos | SILVIA IZQUIERDO/Getty Images
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Foi há pouco mais de um ano que o futebol brasileiro ficou, literalmente, paralisado por conta da pandemia de coronavírus. Alguns meses depois, as partidas foram retomadas, mas sem público. E a falta de torcida nas arquibancadas já gera um prejuízo acumulado de mais de R$ 500 milhões. Ao menos é esta a estimativa trazida por Pedro Daniel, consultor da Ernst & Young, à coluna do Rodrigo Mattos no Uol Esporte.

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Estádios estão sem público desde março do ano passado | Pool/Getty Images

Segundo o especialista, é impossível cravar um número exato. Porém, o cálculo é feito com base no que os 20 maiores clubes do país arrecadaram com o chamado "match day" em 2019 - R$ 952 milhões. Neste total, está incluído a renda das partidas e, também, o dinheiro oriundo dos programas de sócio-torcedor. Mesmo que o chamado "borderô" tenha, de fato, sido zerado, a contribuição associativa se manteve, mesmo que em níveis inferiores.

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Clubes sofrem sem dinheiro do chamado match day | Rodrigo Paiva/Getty Images

O Campeonato Brasileiro de dois anos atrás gerou uma receita de bilheteria na ordem de R$ 282 milhões. Já a Copa do Brasil chegou ao patamar de R$ 56 milhões. Soma-se a isso Estaduais, Libertadores e Copa Sul-Americana e, também, as baixas em contribuições mensais, e se tem a estimativa da consultoria. Como os portões dos estádios seguem fechados (não se sabe até quando), o cenário tende a se manter por um bom período de tempo.

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