Com mecenas, Atlético-MG gasta seis vezes mais do que o previsto em orçamento para montar atual elenco

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O orçamento do Atlético-MG para 2020 previa o gasto de R$ 20 milhões com a contratação de jogadores. Pois eis que, no meio do caminho, tudo mudou. Com o aporte de Rubens Menin, uma espécie de mecenas do Galo que emprestou dinheiro sem cobrança de juros ou correção monetária, o clube já investiu quase R$ 130 milhões para montar um novo plantel na atual temporada.

Guilherme Arana
Pedro Vilela/Getty Images

Para ser mais específico, levantamento do Globoesporte.com, considerando o valor da moeda estrangeira no dia do fechamento de cada negócio, foram nada menos que R$ 128,6 milhões gastos em 15 jogadores. Até o momento, chegaram Mailton (compra, R$ 1,4 milhão), Allan (compra, R$ 16,3 milhões), Hyoran (empréstimo, sem custo), Dylan Borrero (compra, R$ 4,5 milhões), Guilherme Arana (empréstimo, R$ 11,7 milhões), Savarino (compra, R$ 8,6 milhões), Diego Tardelli (livre no mercado, sem custo), Rafael (livre no mercado, sem custo), Léo Sena (compra R$ 4 milhões), Alan Franco (compra, R$ 12,8 milhões), Keno (compra, R$ 12 milhões), Marrony (compra, R$ 20 milhões), Bueno (empréstimo, R$ 1,5 milhão), Nathan (compra, R$ 17,9 milhões), Junior Alonso (compra, R$ 17,9 milhões). No caso de Arana, já existe um acordo para o pagamento de mais 2,5 milhões de euros para a compra de 90% dos direitos e assinatura por três temporadas a partir de junho de 2021. Com relação a Tardelli, o contrato já prevê possível renovação ao final da atual temporada.

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É bem verdade que grande parte do montante não saiu dos cofres atleticanos. Mas, ao mesmo tempo, foi preciso acertar a rescisão com outros 15 nomes para abrir espaço na folha salarial - ainda se trabalha, por exemplo, para colocar fim ao vínculo com Ricardo Oliveira. É fato, também, que a direção tem constantemente atrasado salários, sem contar que a dívida da instituição chega a R$ 746 milhões, conforme o último balanço. Mas o projeto, fica claro, é tentar ter sucesso dentro de campo para, aos poucos, recuperar os cofres. Se vai dar certo, ninguém sabe. Mas o investimento em Jorge Sampaoli também corrobora essa ideia.

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