Clubes brasileiros se manifestam no Dia do Orgulho LGBT e reforçam: futebol é de todos

Huddersfield Town v Swansea City - Sky Bet Championship
Huddersfield Town v Swansea City - Sky Bet Championship | John Early/Getty Images

28 de junho. Um dia simbólico, de luta e resistência para a população LGBT. Nesta data, em 1969, uma violenta ação da polícia norte-americana de repressão ao Stonewall Inn - bar que era um dos 'redutos' LGBTs em Nova Yok -, alavancou uma série de manifestações e rebeliões de grupos minoritários na luta por direitos. A reação histórica transformou-se em um marco, e por isso o 28 de junho passou a ser celebrado como o Dia Internacional do Orgulho LGBT.

Com publicações e ações conjuntas de marketing - algumas delas contando com a participação de torcedores que se identificam com a pauta -, diversos clubes do nosso futebol se manifestaram sobre a data. Com pedidos de mais tolerância, respeito e amor ao próximo, o Cruzeiro foi uma das equipes que acertou em cheio: transformou o discurso em atitude e abraçou a inclusão, chamando torcedores de diferentes orientações sexuais para dialogar e construir coletivamente a ação publicada em suas plataformas oficiais.

Pelo fato do futebol ainda ser um meio marcado por preconceitos e consequentemente hostil para minorias - tanto nos vestiários, quanto nas arquibancadas -, ações e engajamento real em pautas sociais são fundamentais para que esses grupos minoritários se sintam pertencentes, abraçados pelo clube que amam. O Atlético-MG também foi forte em seu posicionamento oficial: o Galo, popular que é, nasceu para ser de todos, sem distinção.

Bastante atuante na luta antirracista e pelas causas sociais, o Bahia também se posicionou, assim como o Fluminense, com sua tradicional hashtag #TimeDeTodos. Toda a mobilização nos faz ter esperança em um futebol mais plural, democrático, tolerante e, consequentemente, em uma sociedade menos desigual. Fazer da arquibancada e do campo de futebol um ambiente seguro para minorias é urgente, afinal, uma coisa em comum une todos nós: o amor pelo esporte da bola redonda. Somos iguais nessa paixão, e assim, como iguais, devemos ser tratados.

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