Champions League: como Thomas Tuchel se tornou uma pedra no sapato de Pep Guardiola?

Lucas Humberto
Chelsea e Manchester City se enfrentam neste sábado (29), pela decisão da Champions League 2020/21.
Chelsea e Manchester City se enfrentam neste sábado (29), pela decisão da Champions League 2020/21. / IAN WALTON/Getty Images
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Restam poucas horas até conhecermos o principal vencedor da temporada europeia. Manchester City e Chelsea irão duelar neste sábado (29), às 16h de Brasília, no Estádio do Dragão, pela grande final da Champions League 2020/21.

Se a decisão irá contar com alguns dos melhores jogadores do mundo em lados opostos, o duelo no banco de reservas também promete ser eletrizante: Pep Guardiola contra Thomas Tuchel. O técnico responsável pela primeira final dos Citizens na história contra o treinador que chegou duas vezes consecutivas ao duelo derradeiro do torneio mais competitivo do Velho Continente.

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Duelo dos técnicos promete ser eletrizante. / NEIL HALL/Getty Images

A seguir, veja um pouco do estilo de jogo de cada profissional e o retrospecto dos confrontos na atual campanha.


O criativo Manchester City

Qual a posição de Gündoğan? Depende das circunstâncias. De Bruyne? Mesma resposta. Talvez o único jogador que não varie no plantel de Guardiola seja Ederson, afinal, goleiros não têm muita opção. O constante revezamento dos atletas virou marca registrada do treinador espanhol, que dança conforme a música do adversário. Seu "falso 9", por exemplo, flutua entre os metros finais e meio-campo. Os laterais, por sua vez, jogam por dentro e participam da criação.

A habitual superioridade numérica dos Citizens na área adversária é reflexo direito da contínua variação. Essa estratégia, combinada com a marcação alta e posse de bola, fez do Manchester City uma máquina parada por poucos - acontece que, entre esses poucos, está Thomas Tuchel.


O consistente Chelsea

Ao assistir um jogo dos Blues, a impressão passada aos torcedores é que cada atleta correu 10 quilômetros dentro de 90 minutos. Essa sensação aparece em virtude do avançado sistema tático de Thomas Tuchel. A velocidade característica no ataque permite explorar fraquezas da defesa adversária.

Zagueiros e alas (Reece James, Callum Hudson-Odoi; Marcos Alonso e Ben Chilwell) transitam facilmente entre os espaços defensivos e contribuem para criação. Não é raro, por exemplo, que Thiago Silva avance nos gramados e contribua com lançamentos longos buscando alguém nos metros finais. O esquema intenso e coletivo gera outra percepção nos torcedores: a de que o Chelsea está quase sempre bem postado. Foi utilizando essa estratégia que o treinador se tornou uma pedra no sapato de Guardiola.


Adversários conhecidos

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Final inglesa acontecerá neste sábado (29). / Visionhaus/Getty Images

Tuchel alçou seus comandos ao patamar de melhores da Europa, enquanto Pep transformou sua equipe em uma máquina depois de um início difícil. Os técnicos se encontraram duas vezes na temporada: semifinal da Copa da Inglaterra e Premier League. As duas partidas terminaram com vitória dos Blues. Para além do resultado final, os duelos tiveram amplo domínio técnico do alemão.

O Chelsea vende caro suas derrotas. O posicionamento e velocidade na recomposição defensiva de cada jogador de Tuchel torna difícil que adversários encontrem espaço para balançar as redes. E, nesse sentido, a ausência de um bom centroavante de área no plantel do espanhol faz toda diferença. Afinal, tentar avançar rumo ao gol de Mendy requer ultrapassar uma barreira sempre muito bem postada. E, até agora, os Citizens não conseguiram.

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