CBF diminui distâncias com 'gestos simples', e futebol feminino brasileiro vive dia histórico

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FBL-WOMEN-CANADA-BRAZIL | DENIS CHARLET/Getty Images

A última quarta-feira (2) foi um dia de emoção e celebração para jogadoras, demais profissionais e entusiastas do futebol feminino brasileiro. Fruto de muita luta e trabalho sério de pessoas que amam e vivem a modalidade, conquistas importantes foram sacramentadas neste 2 de setembro de 2020, passos ainda pequenos se considerarmos o quanto há de caminho pela frente, mas muito importantes e simbólicos para o desenvolvimento do esporte no país.

A primeira das grandes conquistas foi testemunhar as chegadas de Aline Pellegrino e Duda Luizelli aos cargos de gestão do futebol feminino na CBF. Mais do que a representatividade - que é, sim, muito importante -, ter mulheres preenchendo pastas referentes à modalidade e ocupando espaços é um reconhecimento (ainda que tardio) de que elas têm competência, currículo, conhecimento e preparo para tal. Com 'background' de campo/bola e décadas dedicadas ao esporte dentro e fora das quatro linhas, Aline e Duda simbolizam essa busca por um futebol feminino mais profissional.

No mesmo dia em que a CBF confirmou as chegadas de Duda e Aline, o presidente da entidade, Rogério Caboclo, comunicou o fim das diferenças nos pagamentos de diárias e premiações entre mulheres e homens: a partir de agora, atletas do futebol feminino receberão exatamente o mesmo que atletas do masculino faturam por convocações, dias de trabalho e bonificações por etapas/conquistas em competições como os Jogos Olímpicos.

Preencher a gestão do futebol feminino com pessoas que 'respiram' a modalidade e fazer cair por terra uma das principais 'marcas' da desigualdade de gênero no esporte: gestos simples que tardaram mais do que o esperado, mas que são muito bem vindos e nos permitem ter esperanças por dias melhores para a categoria.