Futebol brasileiro

Caboclo tenta revogação imediata de afastamento para retomar presidência da CBF; dirigente é alvo de nova denúncia

Fabio Utz
Dirigente é acusado de assédio moral e sexual a uma funcionária
Dirigente é acusado de assédio moral e sexual a uma funcionária / MAURO PIMENTEL/Getty Images
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Acusado de assédio moral e sexual e moral a uma funcionária da Confederação Brasileira de Futebol, Rogério Caboclo foi afastado da presidência da entidade no começo de junho. No entanto, está tentando recuperar o posto.

Como informa a Folha, ele apresentou na sexta-feira uma petição à Comissão de Ética da CBF solicitando a revogação de sua suspensão e a consequente recondução ao cargo, no momento ocupado de forma interina pelo Coronel Nunes. Na visão de Caboclo, a decisão que culminou no seu afastamento não tem previsão legal tanto no Estatuto quanto no Código de Ética da confederação.

Os advogados citam, por exemplo, que Conmebol e Fifa explicitam essa previsão, imputando a suspensão do mandato de pessoas envolvidas em processos ético-disciplinares. O princípio da legalidade, conforme peça montada pela defesa de Caboclo, exige que “infrações e sanções sejam claramente e previamente definidas por lei e deve impedir ajustamento das regras existentes para permitir a sua aplicação em situações ou condutas que o legislador não pretendia penalizar claramente".

Ainda se argumenta que a CBF se encontra acéfala, o que implica danos. Vem à tona a informação, por exemplo, de que Caboclo tinha pré-acordos com alguns clubes, agora descumpridos, para liberar atletas para defender a seleção brasileira na Olimpíada de Tóquio. É importante ressaltar que esta petição em nada tem a ver com a defesa do dirigente em relação ao processo instaurado para averiguação das irregularidades citadas. A mesma ainda está sendo preparada para apresentação futura à Comissão de Ética.

NOVA DENÚNCIA

Segundo o GE, Caboclo é alvo de nova denúncia, também por assédio moral. Ela partiu do diretor de Tecnologia da Informação da CBF, Fernando França. Ele afirma que "foi injuriado, difamado e sofreu agressões ameaçadoras, o que, sem dúvida, caracteriza abuso de poder e afronta ao princípio da moralidade". A Comissão de Ética da CBF foi acionada por conta deste caso no último dia 22

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