Futebol brasileiro

Caboclo é alvo de terceira denúncia de assédio sexual - saiba detalhes

Fabio Utz
Dirigente já foi afastado da presidência da CBF
Dirigente já foi afastado da presidência da CBF / NORBERTO DUARTE/GettyImages
facebooktwitterreddit

Afastado por 21 meses da presidência da CBF, Rogério Caboclo tem mais uma denúncia contra si. Uma ex-funcionária da entidade enviou à Comissão de Ética nova acusação de assédio sexual - a terceira.

Conforme dados trazidos pelo GE, ela já havia declarado ao Ministério Público ter sofrido assédio em um voo para Madri, na Espanha. Agora, contou que foi obrigada a reservar quartos de hotel para "moças" que não eram a esposa de Rogério Caboclo. Em uma dessas ocasiões, recebeu um recado na secretária eletrônica de sua acomodação, com o dirigente falando algo incompreensível e a acompanhante interagindo de forma íntima.

Além disso, durante viagem à Suíça, constantemente era chamada para reuniões no quarto de Caboclo e, nesses encontros, o cartola falava da própria vida, como em uma sessão de terapia. Ele também chegou a pedir as pulseiras da funcionária para usá-las, algo considerado como uma tentativa de estabelecer uma proximidade fora do âmbito profissional. A colaborado não está na CBF desde dezembro de 2019.

NOTA DA DEFESA DE CABOCLO

O presidente da CBF, Rogério Caboclo, não cometeu crime de assédio contra nenhuma funcionária da entidade. E nem mesmo a denunciante narra conduta que configura assédio. Infelizmente, Marco Polo Del Nero e seus comparsas armaram um golpe sem precedentes para retomar o controle do futebol brasileiro.

Esse grupo, que articula na instância administrativa para manter Rogério Caboclo afastado, não aceita o fim dos privilégios e esquemas que perduravam há muito tempo na CBF. O Conselho de Ética, que funciona como um verdadeiro tribunal de exceção, tem atuado com clara parcialidade ao longo do processo de afastamento e todas as decisões tomadas foram ilegais ou nulas, como ficará provado.

facebooktwitterreddit