Opinião

Barca do Grêmio: quem não merece seguir no elenco tricolor para a Série A de 2023?

Fabio Utz
Campaz já provou ser insuficiente para as pretensões do Tricolor
Campaz já provou ser insuficiente para as pretensões do Tricolor / Pedro Vilela/GettyImages
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Uma coisa é certa: o novo presidente do Grêmio (Alberto Guerra ou Odorico Roman) terá uma ingrata missão logo no início de sua gestão: remontar o grupo de jogadores do Tricolor. E, diante de tudo o que aconteceu nos últimos dois anos, poucos atletas têm condições de serem aproveitados em 2023, ano em que o clube estará de volta à primeira divisão do futebol brasileiro e, portanto, com a obrigação de ter um elenco muito mais forte que o de 2022 - e, também que o de 2021, afinal, não à toa foi rebaixado.

Vamos por partes, a começar pelos goleiros. Brenno e Gabriel Grando se mostraram insuficientes para a titularidade. Um ou outro até pode ficar para brigar pela segunda vaga com Adriel, mas é fato que a busca por um novo arqueiro precisa ser colocada, sim, como uma das prioridades. Nos lados do campo, o problema é bastante grande. Leonardo Gomes, com o pouco que jogou, mostrou ser o melhor lateral-direito disponível, porém não se sabe o quanto pode render ao longo de uma temporada inteira. Já Edilson e Rodrigo Ferreira não se encontram à altura de um plantel considerado ideal. Na esquerda, Nicolas pode ficar como alternativa (de banco) ao lado do garoto Cuiabano, mas Diogo Barbosa precisa ser negociado.

Passando para a zaga, a preocupação não é tão grande, desde que Kannemann renove seu contrato. Se isso se confirmar, talvez nem precise de investimento no setor, já que Bruno Alves é um bom reserva e o restante do grupo pode ser completado com promessas da base. Agora, o meio-campo necessita ser analisado com muita cautela. Villasanti, Bitello e Lucas Leiva ficam, claro, mas a Thiago Santos, Lucas Silva e Campaz é necessário dar um rumo, até para abrir espaço aos garotos Fernando Henrique e Gabriel Silva.

Por fim, o setor ofensivo. Elkeson, Guilherme e Janderson não têm mais o que fazer na Arena. Biel, se for por empréstimo, até pode ficar (não para ser titular, claro), e Diego Souza, com o avançar da idade, também carece de uma avaliação caso queira ficar para ser alguém de grupo. Se Ferreira estiver a pleno, trata-se do único avante com potencial para, quem sabe, estar na equipe principal.

O que quero dizer com tudo isso? Que os dirigentes que chegarem precisam agir com rapidez, sabedoria e criatividade. Em um retrato inicial, o Grêmio tem, no momento, apenas quatro titulares para 2023 - Geromel, Kannemann (se ficar), Villasanti e Bitello. A partir disso, deve-se pensar na chegada de outros sete profissionais que ocupem as vagas restantes e mais, no mínimo, cinco que possam compor o banco. Se não for assim...

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