Copa Libertadores

As lições que o Santos pode tirar da eliminação precoce na Libertadores

Antonio Mota
Eliminação precoce na Conmebol Libertadores é apenas o reflexo de um Santos em reconstrução. Peixe precisa caminhar com cautela.
Eliminação precoce na Conmebol Libertadores é apenas o reflexo de um Santos em reconstrução. Peixe precisa caminhar com cautela. / Pool/Getty Images
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Recomeço. Em meio a um árduo processo de reformulação financeira, administrativa e esportiva, o Santos não alcançou o objetivo de avançar ao mata-mata da Conmebol Libertadores de 2021. Derrotado para o Barcelona de Guayaquil, no Equador, na noite da última quarta-feira (26), pela última rodada do Grupo C, o Peixe deu adeus ao principal torneio da América do Sul e 'migrou' para a Sul-Americana.

Sem outras alternativas, o Alvinegro Praiano precisa sacudir a poeira e retomar aos trabalhos para a sequência da temporada, a qual não começou nada bem e tende a não ser das melhores na Vila Belmiro. Agora, com novos aprendizados e mais casca, o clube tem que olhar para o que funcionou ou não e seguir em frente. Mas, afinal, quais lições o Santos pode tirar da eliminação precoce na Libertadores?  

Santos Libertadores
O Santos precisa se movimentar dentro e fora de campo para ter um 2021 melhor. / GUILHERME DIONIZIO/Getty Images

A primeira é que o Peixe chegou despreparado para a Libertadores. Sem reforços, sem parte do plantel titular da temporada passada, com um treinador recém-chegado (Ariel Holan) e com vários problemas extracampo, o Alvinegro cumpriu boa parte dos “quesitos” para fracassar na copa continental. E os problemas não param por aí. O clube tem um elenco curto, precisa de mais peças, tem que dar tempo para Fernando Diniz etc.

Os outros imbróglios são mais do que conhecidas no Estádio Urbano Caldeira. O Santos precisa, e para ontem, tratar de seus problemas extracampo, o que a nova gestão demonstra estar fazendo com seriedade e comprometimento. E também tem que cuidar do campo: o clube não repôs saídas importantes, como Lucas Veríssimo, Pituca e Soteldo, e tem um grupo muito enxuto. Com responsabilidade e trabalho, é possível trazer bons nomes para Diniz.

Contudo, antes da torcida se enfurecer com Andres Rueda, atletas, comissão técnica e companhia, a lição mais importante que o santista pode aprender é: entender que o Santos não está bem e que o caminho para a sua salvação não vai ser nada fácil. Sem dinheiro e cheio de “remendos”, o gigante praiano tem tudo para sofrer por um bom tempo, o que só vai mudar com muito trabalho e tempo.

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