Ao 90min, Catalá exalta trabalho feito no Mirassol em meio à pandemia e cita treinadores que vê como referências

Mirassol/Divulgação

Ter a possibilidade de fazer mais um pouco de história e chegar à decisão do Campeonato Paulista. É com este espírito que o Mirassol vai a campo neste domingo, diante do Corinthians, em Itaquera. Sem dúvida alguma, a equipe é a grande surpresa da fase semifinal do Estadual, mas o trabalho realizado desde o ano passado, na visão de Ricardo Catalá, credencia o clube. Durante entrevista concedida ao 90min em parceria com a Federação Paulista de Futebol, o técnico deixou claro que não é por acaso que o time está nesta etapa da competição.


O Mirassol, em 2019, já fez a melhor campanha de sua história na Copa Paulista ao chegar entre os quatro primeiros. Agora, repete o feito no Paulistão da primeira divisão. Obviamente, a pandemia atrapalhou o processo, que foi retomado com a formação de um grupo de emergência. “A gente tinha montado uma equipe muito qualificada, vínhamos fazendo uma campanha de destaque. Melhor ataque da competição, com um jeito de jogar bacana, só que o Mirassol, como a maior parte dos clubes do interior, não tem condição de manter um elenco desses o ano inteiro. Com a paralisação e sem nenhuma sinalização de retorno, esses contratos foram se encerrando e os atletas foram recebendo propostas em função da campanha. Foram se ajeitando, resolvendo suas vidas. Nós perdemos 18 jogadores, ficamos com um grupo remanescente de sete e trouxemos 11 atletas da nossa base, além do retorno de três jogadores que estavam emprestados, caso do Zé Roberto. E com essa estrutura nós desenvolvemos uma nova maneira de jogar para que pudéssemos ser competitivos”, resume o profissional.

Não podemos cometer o erro de achar que tudo será fácil daqui em diante porque nós eliminamos o São Paulo. Vem outro desafio pela frente e precisamos estar à altura para competir da melhor forma possível.

Ricardo Catalá, técnico do Mirassol

Segundo Catalá, ao contrário do que muitos afirmam, a parada das competições veio a prejudicar justamente as equipes de menor expressão. “Os clubes que têm calendário de ano inteiro não perderam nenhum jogador. Mesmo os clubes que têm calendário de Série B, Série C, mantiveram seus elencos. O único clube que perdeu 18 jogadores foi o Mirassol, porque tem um calendário de Série D no segundo semestre e nós não sabíamos nem quando começaria", acrescentou o treinador que cita nomes como Fernando Diniz, Mano Menezes, Muricy Ramalho e Telê Santana como referência e inspiração dentro do cenário nacional.

Para o profissional, o Mirassol desenvolve um jogo baseado em “muito compromisso, entrega e dedicação. É um jogo bem agressivo, de colaboração e cooperação entre os envolvidos”. Porém, é preciso continuar mostrando serviço. “Futebol só valoriza quando você consegue um resultado que, de certa forma, é expressivo. Tem uma frase que eu gosto bastante que serve para explicar como eu olho para esse momento: “Futebol não tem memória”. Então tudo que você fez ontem, daqui dois dias está esquecido. Não podemos cometer o erro de achar que tudo será fácil daqui em diante porque nós eliminamos o São Paulo. Vem outro desafio pela frente e precisamos estar à altura para competir da melhor forma possível.”

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