Opinião

A instabilidade de Lisca é o maior dos perigos para um Santos que precisa de cautela

Lucas Humberto
Lisca está prestes a trocar o Sport Recife pelo Santos
Lisca está prestes a trocar o Sport Recife pelo Santos / Wilson Castro/W9 PRESS/GAZETAPRESS
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As conturbadas últimas horas do futebol brasileiro desenham um negócio com pano de fundo de pouca ética, muita incerteza e uma gestão de crise das mais bizarras. Lisca, técnico do Sport Recife, está em vias de acertar com o Santos, que demitiu Fabián Bustos. Isso apenas três semanas depois do folclórico treinador ter chegado à Ilha do Retiro.

Poderíamos analisar a sucessão de acontecimentos de diversos modos. É ético buscar um profissional empregado? Foi justo da parte de Lisca ter "brincado" com a apaixonada torcida do Leão, que, vale lembrar, o abraçou como poucas outras em seus trabalhos anteriores? A soma de vários erros pode resultar num acerto?

Não que seria complicado demais encontrar uma resposta para cada uma dessas perguntas, mas vamos por outro caminho: as quatro linhas. De imediato, o técnico é uma solução barata. Com vencimentos infinitamente menores que os de Sampaoli, um dos sonhos da torcida. Em termos de perfil, também há um casamento. Ou quase...

Lisca, técnico do Sport
Lisca treinou o Ceará / Alexandre Schneider/GettyImages

Ao longo da carreira, o comandante se acostumou a assumir equipes em baixa. Mas pouquíssimas do tamanho do Santos. E, mesmo quando esteve em grandes clubes, não durou. Ele deixou o Vasco da Gama depois de 12 partidas, por exemplo. E essa é a questão. Nada é mais Lisca que a instabilidade.

Chama atenção que Rueda opte por uma aposta quando ninguém mais o faria. Com o Brasileirão se aproximando da metade, qualquer novo redirecionamento de rota será ainda mais complexo. Estamos, portanto, no momento de agir com cautela, pensar na segurança e segurar nas convicções. Lisca definitivamente não parece a opção certa para tal.

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