Fluminense passa por um momento financeiro delicado e a suspensão do futebol por conta do novo coronavírus aumentou drasticamente as dificuldades de o clube cumprir com seus compromissos. Desta forma, o tricolor carioca tem tomado medidas para evitar aumentar ainda mais o ‘rombo’ nos cofres das Laranjeiras.


De acordo com informações do ​GloboEsporte.com, Mário Bittencourt, presidente do clube, afirmou que o time tem se organizado internamente antes de anunciar as ações que vai adotar durante esse período de quarentena. Até o momento, o Flu decidiu apenas reduzir 15% dos salários de diretores, gerentes e prestadores de serviços.

Paralelamente, o Departamento Jurídico do Fluminense também tem trabalhado e, nos últimos dias, pediu na 6ª Vara Cível da Capital-RJ a suspensão de penhora de um casarão na Rua Belisário Távora, nas Laranjeiras, Zona Sul do Rio, por seis meses. O clube alega que vai precisar da verba para arcar com salários, planos de saúde e alimentação dos funcionários.


O caso: o Fluminense começou a utilizar o edifício na década de 1990, mas não pagou o aluguel e o IPTU do imóvel de abril de 2002 a fevereiro de 2007, e o caso foi parar na Justiça, que decidiu, em 2018, que parte das receitas de transmissão do clube seriam destinadas a cobrir a dívida de R$ 3,2 milhões. Atualmente, o montante equivale a praticamente um mês da folha salarial do futebol do time, que gira em torno de R$ 3,5 milhões.


FBL-SUDAMERICANA-LACALERA-FLUMINENSE

O Tricolor das Laranjeiras tem convivido com dívidas, mas tem encontrado soluções e conseguindo gradativamente se regularizar. O GE acrescenta que o clube deve realizar o mesmo processo com outros casos judiciais, mas optou por priorizar à penhora do casarão por interferir diretamente nas receitas de transmissão – principal fonte de renda do time.