Em meio à pandemia do novo coronavírus, Atlético-MG enviou os garotos das divisões de base do clube para casa, mas segue dando suporte e monitorando a situação dos atletas. O clube montou toda uma ‘força-tarefa’ para manter os jovens ativos durante o período de quarentena.


Em entrevista ao ​GloboEsporte.com, Júnior Chávare, diretor das divisões inferiores do alvinegro mineiro, comentou sobre a situação das joias da equipe e como tem sido essa fase ‘à distância’. No total, o Atlético mantém 120 jogadores na base, sendo que 91 não moram em Belo Horizonte.

(Foto: Guilherme Frossard / Reprodução GE)


“A ação foi capitaneada pelo presidente (Sérgio Sette Câmara), que foi visionário. Ele comprou a briga de ir à CBF para que houvesse a paralisação dos campeonatos. E de liberar os atletas. A maioria absoluta dos clubes, naquele momento, achava que deveriam continuar alojados”, afirmou o dirigente.


Chávare acrescentou que o Atlético bancou a passagem dos jogadores e se mobilizou para que todos chegassem em casa o mais rápido possível, além de ter se preocupado com a segurança e alimentação dos garotos. “Todos os cuidados foram feitos e preparados para que o jogador chegasse ao seu lar. Em 72 horas, todos os 91 atletas que não eram da Grande BH estavam em suas casas”, completou.


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O diretor falou que o processo de liberação dos garotos começou há mais de duas semanas, mas que o Galo tem mantido contato e assistido os atletas durantes esse período de isolamento. “Os atletas estão tendo acompanhamento completo. Tanto na área psicológica, educacional, assistente social, como na área de preparação física. A coordenação técnica está conseguindo fazer todo o acompanhamento, categoria por categoria”, afirmou.


Júnior Chávare explica ainda que os treinamentos são acompanhados e filmados. “Eles filmam as atividades e mandam para a coordenação técnica, que monitora tudo certinho. Existe esse procedimento para que eles registrem as atividades que estão fazendo. Isso em todas as categorias”, pontuou e destacou o trabalho da coordenação técnica do time. “Brilhante”.

(Foto: Reprodução GE / Instagram)


O Atlético também tem cuidado dos atletas que estavam sob cuidados médicos e precisam de atenção especial. “O departamento médico, fisioterapia e fisiologia, mantêm um acompanhamento pros atletas. Tanto aqueles que estavam em um processo final de recuperação de contusões, como aqueles que estão em um processo intermediário”, ressaltou.


Por fim, Júnior Chávare também falou sobre a preocupação do Galo com o calendário das divisões de base para o restante da temporada. “As categorias (Sub-17 e Sub-20) têm um calendário muito similar ao da equipe principal. É muito difícil pensar como vamos conseguir agrupar todas as datas no período (previsto). Vai ser muito complicado”, explicou.


O diretor revelou que há a possibilidade de alteração na forma de disputa dos torneios das divisões inferiores. Chávare disse que a situação é mais ‘tranquila’ para o Sub-14 e 15. “Têm um pouco mais de tempo e estão focadas mais nos estaduais. Os outros são torneios em que é perfeitamente possível remanejar datas ou não participar. Nessas duas categorias vamos ter mais condição de administrar datas”, finalizou.