​Os danos causados pelo coronavírus no mundo do futebol são incalculáveis. Alguns clubes brasileiros temem uma queda de receita muito grande. Um dos programas principais de renda é o sócio-torcedor, que fica ameaçado sem os jogos estarem acontecendo. 


Dono do maior programa de sócio do país, o ​Vasco observa o número de associados caindo cada vez mais. De três meses pra cá, após o clube encerrar uma promoção de Black Friday que fez o Cruzmaltino subir de 32 mil para 185 mil novos sócios, seis mil pessoas cancelaram seus planos. 


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Isso se deve a paralisação dos campeonatos devido ao surto do covid-19. A promoção que o clube havia imposto, de 50% de desconto, tem duração de seis meses. Ainda é incerto quando a bola vai voltar a rolar e, por isso, não faz sentido para alguns torcedores continuarem pagando o valor sem poderem ir ao estádio.


O presidente do clube, Alexandre Campello, disse em entrevista ao canal "Atenção, Vascaínos", que reconhece que vai haver uma queda no número de sócios, mas espera que os vascaínos continuem participando do programa, já que o intuito dele também é de ajudar. 


"Em qualquer cenário o programa de sócio é fundamental, aliás, qualquer receita é importante. Quando fizemos essa campanha, foi feito com o valor bastante baixo. O ticket médio do Vasco era de R$ 40, que é um valor baixo para um programa de sócio, ainda mais um que dá a uma parte dos torcedores o direito de não pagar, entrar nos jogos apenas fazendo check-in. Já é um valor baixo", declarou Campello. 

O mandatário completou pedindo para que os torcedores renovem o contrato do seu plano. "Quando fizemos a Black Friday, a ideia era aumentar o número de sócios e posteriormente aumentar o valor do ticket médio. A ideia é que o valor volte aos R$ 40 e isso contribua de maneira mais significativa com o clube. A gente espera que o torcedor renove o contrato, pois o clube vai precisar muito dessa receita", concluiu.