Assim como o mundo, o futebol brasileiro também vive um cenário de exceção por conta da pandemia de ​coronavírus. A repentina paralisação no calendário altera o planejamento dos clubes e suas finanças, afinal, receitas valiosas deixam de entrar à medida que não há bola rolando. Por isso, clubes e jogadores, através das respectivas entidades que os representam, tentam entrar em acordo acerca de compromissos financeiros entre as partes. Mas o debate, ao menos no momento, parece longe de chegar a um denominador comum.


De acordo com a apuração do ​Globoesporte, a proposta formalizada pela Comissão Nacional dos Clubes (CNC), de redução de 25% nos salários dos jogadores durante o período de pausa, foi prontamente rejeitada pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (FNAPF). A entidade que representa os esportistas alega que não a redução salarial não está prevista na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

A contraproposta dos atletas aceita 30 dias de férias entre os dias 1 e 30 de abril, desde que com pagamento integral de férias neste período, além de uma licença remunerada por dez dias entre Natal e Ano Novo. Outra demanda da entidade é a quitação dos salários referentes ao mês de março + direitos de imagem até o dia 7 de abril.