​Antes da paralisação do futebol brasileiro por conta da pandemia de coronavírus, Botafogo vinha em um processo de adaptação ao trabalho do técnico Paulo Autuori, contratado em substituição a Alberto Valentim. Foram cinco jogos disputados sob o comando do novo treinador, que no retorno às atividades terá que retomar a busca por uma identidade ao time



Este objetivo, inclusive, foi reiterado por Autuori antes da parada forçada do calendário. Só que ele mesmo sabe que será preciso, acima de tudo, paciência. "Nós vamos passo a passo tentar construir uma ideia de jogo. Tem partidas que vão aparecer com mais evidência e outros, nem tanto. O que não vou admitir é que nós renunciemos nossa ideia de jogo contra qualquer adversário, seja mais forte ou mais fraco. Ainda não perdemos hábitos de jogos que temos que mudar para sermos mais efetivos, principalmente na posse de bola no campo do adversário. Não podemos ter uma posse inútil, que não machuque o adversário. Temos que fazer disso uma rotina, criar um comportamento elaborado e não circunstancial", disse o técnico.



Como relembra o ​Lance!, na estreia de Autuori(1 a 1 contra o Náutico e vitória por 4 a 3 nos pênaltis pela segunda rodada da Copa do Brasil), o Fogão manteve características do antigo treinador, cm muitos lançamentos longos e pouca posse de bola. Depois, contra o Boavista (2 a 1, pelo Campeonato Carioca), já se viu um maior controle de jogo e marcação mais avançada, com um jogo de velocidade pelas pontas. Frente a Flamengo (3 a 0 contra, no Estadual) e Paraná (1 a 0 a favor, pela Copa do Brasil), a postura reativa se fez presente, mas houve esgotamento físico, com a equipe perdendo em intensidade. Por fim, no empate em 1 a 1 com o Bangu, aconteceu a estreia de Honda, e é tendo o japonês como referência que o clube da estrela solitária deve seguir adiante assim que a bola voltar a rolar.


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