​Com o futebol brasileiro parado em função do avanço da pandemia de coronavírus, o objetivo principal dos clubes para este momento está traçado: buscar alternativas que minimizem os impactos nas suas finançasPara tanto, como destaca o ​Globoesporte.com, foi realizada uma reunião online entre representantes das instituições que compõem a Comissão Nacional de Clubes para definir diretrizes iniciais encaminhadas à Federação Nacional dos Atletas Profissionais e demais sindicatos da categoria.



A ideia é negociar acordo com os jogadores e homologá-lo na Justiça do Trabalho para garantir cofres "saudáveis" e compatíveis com a realidade (abaixo, você confere os itens destacados pelos dirigentes). Sérgio Sette Câmara, presidente do ​Atlético-MG, classificou a situação como calamitosa e turbulenta, já que não se sabe o futuro das competições, quando elas voltarão (se é que isso irá acontecer) e terminarão (será que só no ano que vem?). Segundo ele, isso afeta tanto o investidor quanto o mais humilde torcedor. "Vi o Ministro da Saúde falando que a crise pode começar a acalmar só em agosto. Imagina, agosto? O ano já acabou. Então eu acho que qualquer decisão no futebol tem que ser tomada de forma única, que abrange todos os clubes, federações, jogadores. Estamos falando de semanas, meses de inatividade. Há despesas para honrar, mas as receitas não vão entrar mais neste período. É algo urgente, muito importante e, ao mesmo tempo, que carece de busca por respostas", destacou.



Já Romildo Bolzan Júnior, mandatário do ​Grêmio, salientou que a questão do calendário ainda não foi diretamente discutida. "A primeira pauta é a diminuição de impacto nos clubes. São várias situações que podem ser sugeridas ao governo. Não discutimos isso ainda (calendário) na Comissão de Clubes. Não estamos avançando sinal de nada. Nossa preocupação é a sobrevivência nos próximos três meses", afirmou. As propostas, a princípio, envolvem os clubes das quatro séries nacionais e, também, equipes de menor porte, que só disputam Estaduais e com série de contratos que se encerram ao fim de maio.


PROPOSTAS


1 - Proposta sobre férias - conceder imediatamente a todos os atletas o gozo de 30 (trinta) dias de férias coletivas com início em 23.03 e término em 21.04, antecipando qualquer período de férias proporcionais que os atletas venham a adquirir durante o restante de 2020, em qualquer clube que venha a jogar ainda em 2020. Todavia apesar de antecipar para agora os 30 dias de gozo, o pagamento das férias seria diferido, sendo 50% do valor agora, a ser pago pelo atual empregador e os outros 50%, com o 1/3 integral, a ser pago até 31.12.2020.


Se o atleta trocar de clube antes de 31.12.2020, o novo clube ficará responsável pelo pagamento dos 50% restante, bem como de 50% do 1/3, cabendo ao Clube atual quando da rescisão pagar sua parte dos 50% do 1/3.


Dessa forma, haveria uma uniformização do calendário e o gozo de férias do atleta por determinado clube afastaria o direito ao gozo por eventual novo empregador, vez que todos os dias de férias de 2020 serão antecipados.


2 - Férias de final de ano de 24/12 a 02/01/2021.


3 - Após férias coletivas não sendo possível volta campeonatos, redução da remuneração (CLT e imagem) em 50% por 30 dias, com treinamento em casa.


4 - Após 30 dias de redução da remuneração mantendo a impossibilidade de competir suspensão do contrato de trabalho até que se retorne as atividades, com a prorrogação dos contratos dos prazos dos contratos pelo período de suspensão.


5 - Parcelamento das rescisões em até 5 vezes.

* contratos que se encerrem neste período serão prorrogados até a data final dos estaduais.