​Santos passa por um momento turbulento: o treinador Jesualdo Ferreira balança à beira do gramado, enquanto o presidente José Carlos Peres pode sofrer novo processo de impeachment. De acordo com informações do ​Diário do Peixe, o conselheiro Rubens Marino deu uma entrevista ao Programa Bola do Jogo nesta segunda-feira (24) e expôs a situação.

Conforme o portal santista, Marino relatou que o CIS (Comissão de Inquérito e Sindicância) do Santos recomendou o afastamento do mandatário devido à reprovação das contas relacionados ao ano de 2018. Peres pode ser afastado no dia 10 de março.

Jorge

O Conselho Fiscal do Alvinegro enviou um relatório solicitando a reprovação das contas da gestão de Peres em seu primeiro ano de mandato (2018) e foi aprovado pela maioria dos conselheiros em reunião no dia 14 de maio de 2019. O levantamento identificou um déficit de R$77 milhões – acima do limite estatutário.

As contas foram reprovadas pelo Conselho Deliberativo e seguiram para avaliação do CIS enquanto o presidente construía a sua defesa. Porém, a Comissão rejeitou as alegações de Peres e agora pede o impeachment por gestão temerária de todo Comitê de Gestão, incluindo o presidente, o vice e demais membros.


O Presidente do Conselho, Marcelo Teixeira, deve marcar uma reunião para os conselheiros votarem no parecer da CIS. Segundo o portal, o encontro deve acontecer no dia 10 de março e, caso o pleito seja aprovado, inicia-se um novo processo de impeachment contra José Carlos Peres.

Vila Belmiro

Em caso de utilização do novo Estadual Social do Santos e aceitação do plenário de impeachment pelo Conselho, o presidente pode deixar o cargo já na terça-feira (10) de março até que haja a votação do processo pelos sócios do clube. A dúvida é qual regulamento vai ser aplicado para guiar o processo: o novo, votado em 2019, ou o antigo.


Conforme o Parágrafo II, do Artigo 69, do novo Estatuto, o presidente deve deixar o cargo imediatamente caso o Conselho aprove processo de impeachment por gestão temerária. Assim, Teixeira teria 60 dias para convocar a votação do pleito e, caso não o fizesse, o mandatário reassumiria o posto.  

Por fim, os sócios votam e caso aproveitem o impeachment, o presidente do Conselho tem que convocar novas eleições para um mandato até o final da temporada, quando acabaria a gestão de José Carlos Peres.