Em meio à reformulação da base, o Santos se organizou e não deve perder jogadores das categorias inferiores de graça para outros times. O clube praiano vem analisando a situação ​há alguns meses e constatou que diversos Meninos da Vila, de 14 a 16 anos de idade, estavam sem contrato de formação.


De acordo com informações da ​A ​Tribuna, o Peixe percebeu que precisava firmar vínculo com esses atletas para evitar a saída sem custos. O clube observou que 90% dos jovens nessa faixa etária não tinham vínculo com o Santos, e que muitos possuíam apenas o “registro desportivo” – o que não garante direitos no futuro ao Alvinegro.


Santos v Athletico PR - Brasileirao Series A 2019

Sem o contrato de formação, o ​Santos mantém o investimento e o tempo de preparo nesses jovens, mas não tem respaldo jurídico e pode perder esses atletas gratuitamente para outros times. Anteriormente, a falta do compromisso fez a equipe praiana perder dois garotos: o meio-campista Bernardo e o volante Paulo Júnior.


As saídas fizeram com que a agremiação tomasse algumas medidas para evitar novas perdas e assim o coordenador do Departamento de Futebol de Base do Santos, Jorge Andrade, decretou que o clube vai firmar contrato de formação com todos os jovens de 14 anos.



A medida garante ao Peixe a proteção dos direitos dos atletas e ainda assegura os trâmites em uma eventual renovação, considerando que o vínculo de formação ampara o time e dá base para a assinatura do primeiro contrato de trabalho profissional.


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A ideia é evitar novos casos, como dos jovens Kaio Jorge, Tailson e Sandry, que demoraram para renovar, e também do zagueiro Robson Bambu, que acabou saindo sem custos para o ​Athletico


O departamento de futebol do clube também aproveitou a reformulação para colocar um “teto salarial” nas categorias de base e evitar grande disparidade nos vencimentos.