​A derrota do ​Santos por 2 a 0 para o Ituano, neste sábado, pela sétima rodada do Campeonato Paulista, pode ter se transformado na precoce despedida de Jesualdo Ferreira do comando da equipe. Sim, o português tem chances de ser demitido do Peixe, o que apenas comprova que sua contratação foi mais um tiro no escuro do que uma convicção.



O time da Vila Belmiro, muito embora lidere o Grupo A do Estadual, chegou ao seu segundo jogo seguido sem vitória. E mais: desde o início do ano, não conseguiu apresentar melhoras técnica e tática capaz de convencer quem está de fora de que existe uma natural evolução. Como o clube se encontra a menos de dez dias da estreia na Libertadores da América, dar um choque de realidade no grupo talvez seja a opção do presidente José Carlos Peres e seu Comitê Gestor.



Obviamente, interromper um trabalho com menos de dois meses é algo que vai totalmente de encontro ao bom senso. Só que não foi a partida deste final de semana que colocou em xeque o português, e isso tende a pesar na hora da tomada da decisão. Algumas perguntas precisam ser respondidas. O Santos é um time minimamente organizado e confiável? Os atletas estão entendendo as ideias do treinador? Jesualdo se mostra consciente da realidade do futebol nacional? Ele concorda com as cobranças e está sabendo lidar com a pressão? 



Bem, se a direção tem essas respostas e vê nelas um sinal de fracasso logo ali na frente, alguma ação precisa ser tomada e, neste caso, fatalmente sobrará para o técnico. Agora, se será mais um passo em falso de dirigentes que, vira e mexe, se atrapalham, aí apenas o futuro irá dizer.