​No último domingo (16), ​Flamengo e Athletico Paranaense se enfrentaram no Mané Garrincha, em Brasília, confronto valendo a primeira taça nacional oficial da temporada: a Supercopa do Brasil, duelo entre o campeão brasileiro e o vencedor da Copa do Brasil do ano anterior. O jogo, que originalmente prometia equilíbrio, transcorreu como um verdadeiro monólogo, com o clube da Gávea dominando as ações do início ao fim e vencendo facilmente por 3 a 0.


É fato que o Flamengo, com seu mercado avassalador e invejável, aumentou a distância em relação aos demais clubes do futebol brasileiro. Mas o enredo da partida no Distrito Federal diz mais sobre o Furacão do que seu rival em si, já que abismo técnico e orçamentário não impediram que a equipe paranaense fosse competitiva em 2019. Sem conseguir ver a 'cor da bola' na decisão, o Athletico-PR precisa ligar o sinal amarelo internamente, mas sem iniciar uma 'caça às bruxas' desnecessária e nociva ao desenvolvimento do trabalho.

Marquinhos Gabriel,Rodrigo Caio

Em primeiro lugar, urge que o ​Furacão cicatrize de pronto as 'feridas abertas' pela partida de referências do elenco, como Bruno Guimarães, Marcelo Cirino, Marco Ruben e Léo Pereira. O mercado da equipe paranaense foi fraco em contratações e não condiz em nada com o nível que o clube se encontra hoje no futebol brasileiro: consolidado, organizado financeiramente e vindo de títulos importantes, nacionais e continentais. As carências mais evidentes estão no meio-campo (volância) e no ataque: com três ou quatro reforços que venham com status de titulares, a equipe paranaense estará em condições de brigar no topo em 2020.


A partir da chegada de reforços, resgatar a essência e as virtudes do time valente do último biênio é vital. Tiago Nunes partiu, Dorival chegou e os trabalhos certamente não serão iguais, mas DNA e identidade não se perdem de um ano para outro. Há uma herança positiva muito grande deixada pela comissão anterior e é possível colher frutos dela em 2020

FBL-BRAZIL-INTER-PARANAENSE