​É questão de tempo. Os dirigentes do São Paulo serão denunciados pela Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP) após proferirem ofensas à arbitragem do jogo contra o Corinthians, sábado, no Morumbi. O ato ocorreu já no túnel de acesso ao vestiário, quando o juiz Douglas Marques das Flores e seus companheiros foram "recepcionados" pelos cartolas.



"Já estou com o relatório e com as imagens. Nesta segunda vou designar o Procurador para elaboração da denúncia, cumprindo nossa legislação e a jurisprudência do próprio Pleno", afirmou o procurador-geral do órgão, Wilson Marqueti Júnior, ao blog ​Lei em Campo. Na súmula, o árbitro deu detalhes do fato. "Informo que ao sair do campo de jogo e já estando presente no corredor de acesso ao vestiário dos árbitros, a equipe de arbitragem foi parada por dirigentes da equipe do São Paulo FC, onde foi (SIC) identificado os senhores: Diego Alfredo Lugano Moreno, que proferiu as seguintes palavras 'safados, filho da puta', e Fernando Bracalle Ambrogi [conselheiro e diretor de esportes amadores do clube], que proferiu as seguintes palavras: 'Agora vocês chamam a polícia, trabalhamos a semana inteira para você vir aqui e fazer isso'. Informo ainda que foi necessário a intervenção da Polícia Militar."



Os dirigentes devem ser enquadrados no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê multa de R$ 100,00 a R$ 100 mil e suspensão de uma a seis partidas. "E suspensão pelo prazo de quinze a noventa dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código. Se a ação for praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, contra árbitros, assistentes ou demais membros de equipe de arbitragem, a pena mínima será de suspensão por quatro partidas".



Segundo Antonio Assunção Olim, presidente do TJD-SP, não há como deixar passar atos como este. "Infelizmente eles se excederam um pouco, passaram dos limites, estavam no calor do jogo. É inadmissível isso, já passou um pouco dos limites. A pessoa não precisa chegar a esse ponto, de xingar o juiz", destacou. O São Paulo também deverá ser julgado por conta de cantos homofóbicos da sua torcida durante o empate sem gols no Majestoso.


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