A Supercopa do Brasil, além de ser uma novidade no calendário do futebol nacional, terá uma atração a mais com total influência no que acontece dentro das quatro linhas. Como destaca o ​Globoesporte.com, no jogo do próximo dia 16, em Brasília, entre ​Flamengo e ​Athletico-PR, pela primeira vez no futebol brasileiro (e no continente americano), o árbitro de vídeo não vai ficar em uma cabine no estádio (no caso, o Mané Garrincha), mas sim em uma sala dentro da Confederação Brasileira de Futebol. Trata-se de um teste para um novo modelo de uso da tecnologia que também deverá ser aplicado no Campeonato Brasileiro.


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Conforme o chefe de arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, ter uma central para o árbitro de vídeo, como aconteceu, por exemplo, na Copa do Mundo da Rússia, dá ganho técnico e também credibilidade para a utilização da tecnologia. A transmissão se dará através de fibra ótica, com os profissionais ficando na chamada sala de operações de vídeos (VOR). "Os árbitros vão estar olhando as imagens e ajudando os colegas dentro do campo de jogo. Fica mais fácil por uma questão de passar orientações. Vão poder experimentar mais. Alguém pode estar escalado no jogo das cinco da tarde e chegar mais cedo na sede da CBF, ocupar uma cabine do lado e ficar acompanhando um jogo às onze da manhã, para que consiga ativar o cérebro. Vai conseguir treinar mais", disse.


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Gaciba acredita que, em termos práticos, esse novo modo de operação do VAR deve ter uma evolução satisfatória. Além disso, o mesmo vai deixar de ser uma "caixa preta". "O torcedor vai poder ir lá também, essa é a nossa intenção. Vidro para todo mundo olhar, transparência total." Segundo ele, com o advento do árbitro de vídeo, a performance da arbitragem brasileira no último ano melhorou em 80%. "Em 2018, tivemos 188 erros dentro das situações que consideramos protocolares do árbitro de vídeo. Em 2019, com ajuda do árbitro de vídeo, esse número caiu para 36 erros", concluiu.