D'Alessandro renovou contrato por mais um ano com o ​Internacional para continuar sendo um dos líderes do plantel vermelho, agora sob o comando de seu compatriota Eduardo Coudet. Porém, o que se discute é a utilidade do meia ao time colorado




Esse debate tem gerado polêmica até nos meios de comunicação - nesta semana, em um debate na Rádio Gre-Nal, por exemplo, o comentarista (identificado com o Inter) Kenny Braga e o narrador Haroldo de Souza tiveram um áspero bate-boca que quase evoluiu às vias de fato. O camisa 10 é e sempre continuará sendo um ídolo. Faz parte, de forma inquestionável, do rol dos grandes nomes da história do clube. Agora, mesmo que eu concorde com a sua permanência, não se pode dar a ele o mesmo protagonismo de anos atrás.



O meia, prestes a completar 39 anos, tem que ser o jogador de momentos especiais. Com ele de titular, a equipe perde em intensidade tanto na marcação quando na hora de agredir o adversário. Talento o gringo tem de sobra, mas para aquele jogo mais cadenciado, pensado, até mesmo reativo. Agora, para uma troca de passes mais rápida, para um estilo mais objetivo, que é aquele que sempre foi defendido pelo treinador, é preciso ter alguém com mais vigor, com mais físico para manter este ritmo ao longo dos 90 minutos.



É por isso que eu digo: ficar sem D'Alessandro seria colocar fim a uma era já em uma hora de ruptura de modelo. Ou seja, talvez o trabalho de Coudet fosse dobrado. Agora, ter no argentino uma figura central toda quarta e domingo é apostar em algo que tende a não vingar. Contar o meia é fundamental, mas saber utilizá-lo da maneira correta talvez seja a chave para o sucesso. Afinal, são poucas as equipes que contam com alguém tão habilidoso e decisivo quanto ele.