​Vivendo uma reconstrução de grandes proporções em seus bastidores e elenco, o ​Cruzeiro tem​​ agitado o mercado de transferências pela 'debandada' dos medalhões e estrelas do time. Em contrapartida, as chegadas têm sido mais raras e modestas, afinal, o clube estabeleceu um teto salarial baixo para 2020 (R$ 150 mil), ano em que disputará a Série B. A aquisição mais recente foi a do ponta Everton Felipe, emprestado pelo São Paulo ao clube mineiro. Trata-se de um bom movimento de mercado? Analisemos.

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​​Desde que foi adquirido pelo ​Tricolor Paulista em meados de 2018, o jovem atacante não conseguiu mais emplacar uma sequência de partidas. Sem espaço no Morumbi, rumou ao Athletico Paranaense via empréstimo durante a temporada passada, mas voltou a esbarrar no fator concorrência, 'sobrando' em meio a um ajustado/encaixado sistema ofensivo.


Não é errado dizer, portanto, que não vemos Everton Felipe performando em bom nível há mais de dois anos. Precisamos retornar ao ano de 2017 para relembrarmos os pontos fortes de seu jogo, longo período 'enferrujado' que, sem dúvida, preocupa o torcedor celeste. Mas há também o que justifique este movimento de mercado pelo Cruzeiro: a juventude do atleta (22 anos) e a crença em um recomeço de carreira pelo próprio.

Braian Romero,Everton Felipe,Pedro Henrique

Dentro da realidade financeira do clube mineiro e atendo-se ao que Everton mostrou vestindo a camisa do Sport entre 2014/17, trata-se de uma aposta justificada e que pode render bons frutos ao Cruzeiro. Ganhando sequência e confiança, poderá ser bastante útil para a retomada celeste em 2020. O fato é que clube e jogador precisam de uma 'guinada' conjunta.