​O ​Internacional, publicamente, admite que contratou o técnico Eduardo Coudet para promover uma ruptura dentro do Beira-Rio. A partir das ideias de jogo do novo treinador, a intenção é ver, em campo, um time com estilo totalmente diferente de futebol em relação ao que vinha sendo praticado nos últimos anos. E o passado do argentino mostra, sim, que a tendência é de que isso realmente aconteça.




Desde o final de 2017, com Odair Hellmann, o Colorado tinha como característica principal ser uma equipe reativa, que esperava ser atacada para buscar, na desorganização do adversário, um espaço para ganhar as partidas no contragolpe. Com isso, ficava pouco com a bola, era pouco criativa e dependia de uma ou outra chance para marcar, já que não apresentava uma constante presença no campo de ataque.



Pois Coudet gosta de um time totalmente diferente. Além da intensidade (já disse que, com ele, jogador não caminha dentro de campo), ser propositivo é algo que lhe encanta. Conforme dados do Footstats, na Libertadores de 2018, por exemplo, o Racing, que era comandado pelo treinador, foi o segundo clube com mais posse de bola (58%) o quarto em passes curtos (436 por jogo), o primeiro em dribles certos (5,1 por jogo) e o segundo em porcentagem de desarmes no campo ofensivo (11%). Soma-se todas essas valências e se tem algo bem distinto do que foi o Inter dos últimos anos. A tendência é que se veja, dentro das quatro linhas, uma equipe altamente objetiva, que se utilize da marcação forte para desarmar os rivais e ir em direção ao gol, sem ficar naquela "firula" de esperar o espaço vazio.



O técnico, muito embora seja adepto de um futebol coletivo, valoriza quem vá para cima dos adversários e, na habilidade individual, supere a marcação. E, isso, também, é algo que há muito tempo não se vê pelos lados do Gigante.