​Foi ainda no primeiro semestre de 2019 que o ​Cruzeiro fechou contrato para que, a partir de 2020, a Adidas passasse a fornecer o material esportivo ao clube. O então vice-presidente de futebol Itair Machado foi um dos responsáveis por alinhavar o acordo, válido por três anos. Agora que a Raposa quer romper com a multinacional alemã, o ex-dirigente defende a parceria.



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As críticas, na opinião de Itair, são descabidas. Segundo ele, o Cruzeiro recebeu R$ 2,5 milhões de adiantamento dos “royalties” da venda das camisas e, embora o clube não tenha um valor fixo a embolsar da parceira, ficará com 24% do valor de cada produto comercializado. "O contrato foi fechado de acordo com o atual mercado de fornecimento de material esportivo e seguiu os moldes semelhantes do Internacional e do São Paulo (também patrocinados pela Adidas no Brasil). Foram várias tratativas e este foi o melhor formato atingido. Acredito que ter grandes marcas aliadas à do Cruzeiro seja um fator positivo em diversos aspectos. Os franqueados de lojas do Cruzeiro, por exemplo, estão otimistas e investiram como há muito tempo não investiam, acreditando no aumento das vendas, considerando que a Adidas sempre foi um desejo do torcedor cruzeirense. O que, para o Cruzeiro, já será lucrativo", disse o cartola, ao ​Globoesporte.com.



​São Paulo e ​Inter, porém, garantiram acertos um pouco diferentes na relação com a parceira. O Tricolor tem direitos a um valor fixo anual e fica com 26% de cada produto - este percentual pode chegar a 30% de acordo com o volume de vendas. Já o Colorado fica com 27% das vendas por royalties e possui a certeza do envio de 40 mil peças anuais para todas as categorias. No caso do Cruzeiro, sem cota fixa, é preciso pagar pelo material utilizado (estimativa de R$ 1,25 milhão por ano), valor este que será abatido do total arrecadado. Em um comparativo, a Raposa, ao fechar com a Adidas, pretendia arrecadar mais que o dobro em relação ao praticado com a Umbro (que cedia 35 mil peças como cota e dava 15% de royalties ou, se não atingisse a venda estipulada, R$ 2,5 milhões fixos por ano), tendo uma taxa de 24% do royalties, mas essa estimativa é baseada em valor de vendas, com a quantidade de transações ultrapassando e muito a média atual. "Torço para que a melhor decisão seja tomada em prol do Cruzeiro. No entanto, acredito que esta análise feita do atual contrato está equivocada considerando o atual mercado", completou Itair.


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Fotos: Cruzeiro / Divulgação