​Ele começou a carreira no ​Grêmio e torce pelo ​Internacional. Mas o fato é que, independentemente de onde tenha iniciado e do que fala o seu coração, Paulo César Tinga foi campeão por ambos. Pelo Tricolor, se tornou protagonista, por exemplo, da conquista da Copa do Brasil de 2001. No Colorado, ganhou duas Libertadores da América e uma Recopa Sul-Americana. 




Agora fora das quatro linhas, ele projeta um 2020 de sucesso para os clubes. "Os dois vão bem. O Grêmio já tem uma base, o que facilita em algumas coisas. Mas o Inter está fazendo um belo trabalho. A diretoria tem recuperado o clube, e a torcida tem acreditado. Esse ano já chegou em uma final e, daqui um pouco, acontece. Tem que estar ali. Estando nas cabeças, daqui um pouco você ganha uma final e é campeão", disse, em entrevista exclusiva para o 90min durante a Legends Cup.



SOC-LIBERTADORES-RIVER-GREMIO

Tinga, desde que deixou os gramados, se voltou para o trabalho de gestão do futebol. E, ao ser perguntado sobre um possível Gre-Nal na Libertadores do ano que vem, não pipocou ao dizer que torcerá pelo Colorado. "Joguei até mais tempo no Grêmio mas sempre fui colorado. A relação é de respeito e gratidão com o Grêmio e de paixão e coração com o Inter." Com o ​sorteio das chaves da competição, realizado nesta terça-feira, a chance de haver dois clássicos gaúchos na principal disputa do continente, algo que nunca aconteceu, ficou maior. Caso o time vermelho passe pelas etapas preliminares, cairá no Grupo E, que tem justamente o Tricolor como cabeça de chave.