​O Campeonato Brasileiro de 2019 chega à sua última rodada com quase tudo definido. O campeã (​Flamengo) já é conhecido há bastante tempo. Todas as vagas de Libertadores da América (sejam elas diretas à fase de grupos ou para as etapas eliminatórias iniciais) já estão estabelecidas desde o meio da semana. Ou seja, resta saber, apenas, quem será o último classificado à Copa Sul-Americana (​Fluminense ou ​Botafogo) e, também, o quarto rebaixado para a Série B (​Cruzeiro ou ​Ceará). Justamente pela falta de emoção em muitos dos jogos derradeiros é que se questiona, mais uma vez, a fórmula de pontos corridos.



Marcos Paulo


Particularmente, sou um dos defensores de uma pequena modificação no formato da disputa. Gostaria de ver, no mínimo, os campeões do primeiro e do segundo turno se enfrentando, em ida e volta, para definir o ganhador do troféu (se o mesmo time ganhasse as duas fases, bom, daí não teria o que fazer). Isso já daria um gás para algumas equipes que foram mal na metade inicial irem atrás de recuperação e terem pontos suficientes para, quem sabe, evitar um rebaixamento, ou passar da zona de Sul-Americana para o grupo da Libertadores.


Dodo,José Welison


Não que o Brasileirão do jeito que está seja monótono. Não chego a este ponto, pois se trata de uma grande competição. Mas o fato de haver doze grandes clubes no país não mais significa que temos uma competição acirrada. Há fortes disparidades, e a alteração de fórmula poderia gerar um interesse mais prolongado. Não credito ao Fla e seu poderio o fato de o torneio de 2019 ter ficado sem graça muito cedo. O time carioca fez, com méritos, a sua parte. Mas quem não tem condições de acompanhar acaba por se desmotivar em poucas partidas. E isso é ruim para todas as partes (clube, torcedor, mídia, detentores de direitos etc). Nos últimos anos, esta parece ser uma tendência. E, se continuar assim, tentar um ajuste não seria nada mal.