Desde o anúncio da ​demissão de Mano Menezes, uma das principais perguntas que permeiam as mesas redondas e debates nas redes sociais é: quem assumirá o Palmeiras para 2020? Neste primeiro momento, o nome mais comentado pela grande imprensa é o do argentino Jorge Sampaoli, que, por conta de problemas de bastidores e relacionamento com a alta cúpula do clube, dificilmente permanecerá no ​Santos para o próximo ano.​ Há, no entanto, um segundo nome estrangeiro em pauta na Academia de Futebol: Juan Carlos Osorio, atual treinador do Atlético Nacional (COL) e de ampla rodagem por clubes/seleções sul-americanas.


​​Ainda é cedo para cravar qual será o caminho adotado pela diretoria do Verdão, afinal, a saída do diretor de futebol Alexandre Mattos, demitido junto de Mano Menezes, sinaliza que haverá uma reformulação de grandes proporções na Academia. Contudo, o fato do clube trabalhar com os nomes de Jorge Sampaoli e Juan Carlos Osorio como planos A e B para 2020 pode ser interpretado como um 'flerte' com o diferente, afinal, se trata de uma quebra relevante do padrão que se consolidou no clube nos últimos anos.


Exceção feita a Eduardo Baptista (2017) e Roger Machado (2018), o Palmeiras tem privilegiado os medalhões do mercado 'doméstico' de treinadores. Oswaldo de Oliveira, Dorival Júnior, Marcelo Oliveira, Cuca, Luís Felipe Scolari e Mano Menezes são alguns dos nomes que já passaram pela Academia de Futebol de 2015 pra cá, todos representantes da 'velha guarda' que está em cena há décadas nos gramados tupiniquins. 

Luiz Felipe Scolari

A nível de currículo/experiência, Sampaoli e Osorio não estão na prateleira das 'apostas', afinal, são renomados e vitoriosos. Contudo, suas ideias de futebol, filosofias de trabalho e gestão de grupo são completamente distintas do que vigora há muito no Palmeiras. E é aí que mora a quebra de paradigma, a revolução, talvez necessária para que o clube não repita o que foi a atual temporada em 2020. Para dar certo, seja com o argentino ou com o colombiano, duas coisas são necessárias: tempo e autonomia. Caso contrário, o clube repetirá o mesmo erro que cometeu com Ricardo Gareca em 2014, demitido após 13 jogos à frente do time.