Horas antes da bola rolar em São Januário para o decisivo duelo entre Vasco e Cruzeiro, o gestor de futebol do clube mineiro, Zezé Perrella, anunciou o ​afastamento definitivo do meia Thiago Neves. Fora da delegação que viajou ao Rio de Janeiro, o camisa 10 não está nos planos de Adilson Batista e seguirá treinando em separado, até que o próprio encontre um novo clube para defender em 2020.​ 


​​A decisão do departamento de futebol celeste pelo afastamento se deu após uma série de polêmicas/desentendimentos envolvendo o atleta. De rendimento muito aquém do esperado dentro das quatro linhas, o meia esteve no epicentro de casos controversos extracampo: além do áudio vazado em que cobrava o pagamento de atrasados como 'estímulo' para o time jogar melhor contra o CSA, o armador ainda foi flagrado em uma festa na noite de domingo (01), quando a orientação da diretoria celeste era que os jogadores evitassem superexposição em baladas e noitadas, em respeito ao momento vivido pelo clube.

Thiago Neves

A reação de Thiago Neves ao afastamento, criticando publicamente a diretoria do ​Cruzeiro, foi a 'cereja do bolo' de um ano que escancarou a pior faceta do armador. Quando focado e estimulado, é tecnicamente acima da média, capaz de performar em alto nível e de decidir partidas. Acontece que, nesta temporada turbulenta e de enormes dificuldades financeiras vividas pelo clube que o emprega, o camisa 10 tomou a pior decisão possível: agir como se estivesse acima da instituição, desafiando hierarquias e desrespeitando o momento de enorme fragilidade vivido pelo Cruzeiro e, principalmente, seus torcedores.