​"Se o cinto se fechar, pode contratar outro treinador". A frase de Renato Portaluppi, em sua última entrevista coletiva, não saiu simplesmente da boca para fora. Foi um recado direto ao CEO do Grêmio, Carlos Amodeo, que vem deixando claro ultimamente a ideia de reduzir a folha salarial do clube para 2020, o que praticamente inviabilizaria a construção de um grupo de jogadores que, na visão do técnico tricolor, seria capaz de brigar por títulos. Sim, trata-se um estremecimento entre as partes. E mais: que envolve todo o futebol.



Amodeo é considerado o braço direito do presidente Romildo Bolzan Júnior. Na Arena desde junho de 2017, se caracteriza por ser linha dura quando o assunto é finanças. No entanto, sua relação com Renato e os demais integrantes do principal departamento do clube praticamente inexiste. O atrito se acentuou no início do ano, quando Duda Kroeff, Alberto Guerra e Deco Nascimento queriam Luis Vagner Vivian, atualmente diretor de logística da CBF, como o substituto de André Zanotta na função de executivo de futebol. Porém, por indicação do CEO, o escolhido foi Klauss Câmara.



Antes desse episódio, Renato mantinha diálogo com Amodeo, até para tratar de sua renovação de contrato. Porém, nem isso mais acontece, tanto que o treinador conversa diretamente apenas com Romildo. Agora que o principal ídolo da torcida pede reforços e ameaça não ficar em Porto Alegre se os mesmos não vierem, é preciso buscar este encaixe financeiro. O futuro do CEO, inclusive, já virou pauta dentro do Conselho de Administração. E, em ficando todo mundo, a tendência é de que o técnico vença a queda de braço e ganhe fôlego para indicar nomes de qualidade para o elenco do próximo ano.


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