​O Brasil vinha de quatro jogos sem vitória após a conquista da Copa América e, diante da Argentina, tinha a chance de reverter este quadro. Não conseguiu. Após mais uma derrota, as críticas em cima do desempenho da seleção e das ações propostas pelo técnico Tite se acentuaram. E com razão



Arthur Melo


Em Riad, na Arábia Saudita, o time foi, mais uma vez, absolutamente burocrático, sem capacidade de crias jogadas ou mostrar alguma (pequena que seja) evolução. E um dado, trazido pelo Footstats, é estarrecedor. As maiores trocas de passes entre jogadores ocorreram entre Eder Militão/Thiago Silva (28), Thiago Silva/Eder Militão (21), Danilo/Eder Militão  (19), Eder Militão/Danilo (16), Thiago Silva/Alex Sandro (14), Arthur/Danilo (11) e Alex Sandro/Thiago Silva (11). O que isso quer dizer? Que a equipe foi absolutamente estática, não conseguiu sair do lugar, não criou jogadas.


Thiago Silva


No momento em que os meias e atacantes são pouco acionados, fica praticamente impossível ameaçar o adversário. E este problema, por óbvio, recai nas costas do treinador. Ter em mãos os melhores jogadores de um país e não dar forma a um time é algo que precisa ser analisado. O Brasil não apresenta novidades. Fica estanque, dentro de um esquema proposto e não sai dele de jeito nenhum. Até as modificações feitas ao longo do jogo mostrar que Tite não está disposto a abrir mão desta formatação. Pois bem, então está na hora de trocar nomes. Gabriel Jesus e Philippe Coutinho são em atletas em baixa. Alex Sandro e Danilo já mostraram que não são suficientes para um time deste porte. Arthur, nem de longe, repete seus melhores anos. É hora de ter, acima de tudo, atitude. E esta precisa partir, primeiramente, do banco de reservas. Do contrário, o Brasil vai continuar não saindo do lugar.