​Ao marcar seu 21º gol no Campeonato Brasileiro, Gabigol igualou uma marca que pertencia a nada menos do que Zico, maior jogador da história do Flamengo. Pois o atacante, que se encaminha para ser o artilheiro da competição nacional pelo segundo ano consecutivo, foi destaque de uma página inteira no jornal italiano La Gazzetta dello Sport.




E não é para menos. Ele tem seus direitos econômicos vinculados à Inter de Milão, que pagou nada menos do que 33 milhões de euros pelo brasileiro - no momento, seu valor de mercado é avaliado em 20 milhões de euros -, e, está com o futuro indefinido. O Fla, publicamente, já disse que tem tudo apalavrado com os europeus para comprá-lo em definitivo e assinar um vínculo, provavelmente, de cinco temporada. O atleta, por sua vez, quer encaminhar esta situação somente após a decisão da Libertadores da América e o término do Brasileirão, possivelmente esperando uma valorização ainda maior e a reabertura de um mercado no Velho Continente.



Pela Inter, Gabigol fracassou. Quando foi repassado ao Benfica, também não foi nada bem. Isso, claro, prejudica a sua imagem dentro da Europa. Mas é inegável que o que fez no Santos em 2018 e o que vem mostrando com a camisa rubro-negra em 2019 geram uma nova perspectiva. Claro que não nos chamados "gigantes", mas quem sabe uma equipe de médio porte, que possa pagar um salário compatível com o seu futebol. O brasileiro está com apenas 23 anos e, se comprado agora e mantiver o nível de atuação, certamente ainda terá no mínimo mais uma venda pela frente, com chineses, russos e/ou árabes investindo fortunas pelo craque. Ou seja, é de se pensar com carinho no camisa 9. Nada como os gols e as assistências para reabrir portas que pareciam totalmente fechadas.