Em dois jogos sob o comando de Dyego Coelho, o Corinthians teve em Pedrinho o homem centralizado de seu meio-campo, deixando para trás a ideia de Fábio Carille de utilizá-lo pelos lados. Contra o ​Fortaleza, o atleta foi um dos destaques da equipe, sendo o principal armador de jogadas e participando diretamente do primeiro gol. Frente ao ​Palmeiras, seu desempenho já não foi o mesmo, tanto que foi substituído logo no início do segundo tempo. Mesmo assim, o treinador garantiu que irá mantê-lo nesta posição.



Dyego Coelho


Pedrinho está no elenco profissional do Timão desde 2017 e sempre disse que prefere atuar centralizado. Na base alternou entre o meio e a ponta, mas Carille, em seu discurso, dizia que nunca tinha visto o garoto jogar como um meia propriamente dito e argumentava que o atleta sofria um pouco para proteger a bola diante de marcadores fortes por conta de seu condicionamento físico. Agora, Coelho vê na inteligência e qualidade técnica do jovem algo que se sobressai. Ou seja, acredita que o talento precisa ser valorizado, tirando do atleta a obrigação de recompor o tempo todo para acompanhar a subida de laterais.


Fabio Carille


Pedrinho é, sim, um ótimo valor. A atual comissão técnica do Corinthians o vê como um camisa 10 de aproximação, uma peça rara no futebol brasileiro. E ele tem condições de exercer este papel por conta de seu raciocínio rápido e da forma como constrói jogadas junto a seus companheiros. Seja no meio ou na ponta, é titular indiscutível e o melhor jogador da equipe. Mas que é bom vê-lo atuando com liberdade, isso é. Todo profissional que é acima da média precisa ser valorizado ao extremo e entendido de uma forma diferente. Carille tinha suas ideias, mas morrer abraçado com elas sem dar a oportunidade para que o menino mostrasse do que é capaz foi um erro. Agora, Coelho tenta corrigir esta situação. Se vai dar certo, ninguém sabe. Mas é tarefa do treinador buscar este tipo de variação.