​É fato: se esperava muito mais de Daniel Alves com a camisa do ​São Paulo. Seria falta de ética dizer que ele não se esforça, que ele não busca o jogo, que ele está tímido, pois isso não é verdade. Mas dizer que ele ainda está devendo é, sim, a mais pura verdade. E declarações como a que o camisa 10 deu nesta quinta-feira, depois de um inesperado tropeço diante do Fluminense que tirou o clube do G-4 do Campeonato Brasileiro, precisam ser analisadas.



Pablo Diego,Dani Alves


Ao afirmar que não é o "salvador da pátria", mas sim alguém que pode ajudar que "a pátria seja um pouquinho melhor", dá a impressão que ele quer dividir responsabilidades. Até aí, ele está certo. Mas era de se esperar que ele assumisse parte maior desta "bronca", por todo o seu passado, por tudo o que envolveu sua chegada ao Morumbi, por tudo o que ele representa para a torcida tricolor.


Fernando Diniz


Quem está na arquibancada não quer saber se o São Paulo não vive seu melhor momento, se Fernando Diniz tem dificuldades para tirar o melhor dos jogadores, se a diretoria está perdida. Na busca por uma estabilidade, o que se quer é que alguém do tamanho que tem Daniel Alves lidere este processo. E fica visível que o mesmo não está fazendo isso. E mais: quando destaca que "a gente precisa entender o clube que a gente está e a necessidade do clube", dá a letra de que, ao menos por enquanto, não existe uma união em prol de um objetivo comum. Cabe ao próprio profissional, então, tratar de colocar isso na sua própria cabeça e na cabeça dos companheiros. É o que se quer. É o que se espera. É o que se cobra. E justamente.