No próximo dia 23 de novembro​Flamengo e River Plate duelam para saber quem será o novo dono da América. Aguardadíssima, a decisão da ​Libertadores 2019 será a primeira desde as mudanças de regulamento estabelecidas pela Conmebol, com jogo único programado para um campo neutro. Realizada há muito, a escolha da entidade foi pela cidade de Santiago, mais especificamente no Estádio Nacional de Chile. O que os organizadores não imaginavam é que o país, poucas semanas antes da final, estaria em total efervescência social.


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​​Insatisfeitos com os rumos e decisões do atual governo, a população chilena tomou as ruas para protestar e de lá não tem saído, dia após dias. Por se tratar da capital do país, Santiago tem sido o epicentro de resistência popular, cenário de instabilidade política que já coloca a realização desta final continental em xeque: vale a pena manter o cronograma? o que deve nortear a decisão de confirmar ou remanejar a partida? será que a situação já estará pacificada dentro das próximas três semanas?


Tudo é circunstancial e imprevisível. É impossível cravar que o país terá voltado 'à normalidade' até a semana do dia 23. Dessa forma, o bom senso precisa prevalecer: a segurança das pessoas - sejam habitantes de Santiago, delegações, torcedores etc - precisa vir em primeiro lugar, sem dúvida. Autoridades locais devem trabalhar em consonância com os representantes das entidades esportivas para entender o cenário e buscar a melhor solução. A Federação Chilena suspendeu as atividades dos campeonatos locais, indicativo de que, por ora, não há a menor condição do país continuar com sua 'programação' rotineira.

Rodinei,Javier Pinola

É fato que há muitos aspectos comerciais/mercadológicos em jogo: acordos primários, turismo, pessoas já com passagens compradas, etc. Mudar o local da partida certamente gerará dor de cabeça, mas talvez seja o caminho mais prudente. Talvez seja o único caminho capaz de garantir a segurança total de todos os protagonistas envolvidos na decisão. Como bem disse o presidente da Federação Chilena, Sebastián Moreno, não se pode pagar qualquer preço ou custo pelo futebol, mesmo em se tratando de uma final de ​Libertadores.