Na última quinta-feira (17), o ​Santos venceu o ​Ceará, na Vila Belmiro, pela 26ª rodada do ​Campeonato Brasileiro e se manteve na briga pelo título. A partida, no entanto, que poderia ficar marcada pela superação e raça da equipe alvinegra praiana, terminou com mais um caso lastimável de racismo e xenofobia no futebol nacional.


O caso foi exposto pelo meia Thiago Galhardo, do alvinegro cearense, ao fim da partida. O camisa 89 relatou ofensas xenófobas vindas da arquibancada e xingamentos racistas direcionados ao meio-campo Fabinho. A jornalista Aline Nastari, do Esporte Interativo, também alegou ter ouvido os insultos.



Thiago Galhardo

"Acho que eles vêm ver o espetáculo, que foi bonito, parabéns pela vitória do Santos. Mas querem menosprezar o Fabinho, a mim, fazer racismo chamando de negão, vagabundo... Futebol perde sua essência. Brasileiro tem que se controlar mais. Não pode ter isso, o cara ficar, ao meu ver, embriagado, xingar a gente... Tinha que estudar um pouco mais, conhecer a geografia no Brasil, falar que o Ceará joga no Norte, ou eu que não entendo muito, estudei de sacanagem", desabafou o jogador em entrevista à emissora.


O Santos se mostrou totalmente adverso a tal situação e repudiou oficialmente o ato logo após ser informado do ocorrido. “Qualquer ato de preconceito e xenofobia é absolutamente repugnante e inaceitável”, destacou em nota divulgada por sua assessoria de imprensa. A ação foi ressaltada na manhã dessa sexta-feira (18) em nova atitude do clube paulista.


Confira:



Em meio ao lastimável, o Santos promoveu um ato extremamente importante e significativo: um passo para o justo, contra o preconceito e em direção ao ideal de que somos todos iguais. A nobre atitude do Peixe condiz com a dimensão da história do clube que apresentou ao mundo o maior jogador de todos os tempos: mineiro, negro, Pelé.


O Bahia, marcado pela história de luta contra o racismo e busca pela igualdade, também se solidarizou com o rival e demostrou apoio: “Nosso jogo é só segunda, mas saiba que já estamos juntos, Vozão. O orgulho de sermos nordestinos e da capital mais negra do país é tão grande que transborda!”, apontou o Tricolor de Aço.