​Se o desempenho inicial do ​Atlético-MG no Campeonato Brasileiro apontava para o time, no mínimo, brigando por uma vaga de Libertadores, o cenário atual é bem diferente. A queda de produção foi tamanha que tudo indica que o clube terminará o ano tendo que lutar contra o rebaixamento, mesmo que no momento seis pontos ainda o distanciem do Z-4. Afora os problemas dentro das quatro linhas, existe um convívio sistemático com atraso em pagamentos, o que complica ainda mais este panorama.


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Em contato com jogadores, empresários e assessores, o ​Uol obteve relatos concretos de problemas para manter a folha em dia. Há informações de até dois meses de débito, além de reclamações sobre a falta de repasse nos direitos de imagem. Embora a comunicação do Galo evite tratar de assuntos envolvendo finanças, até funcionários do departamento médico ficaram sem ver a cor do dinheiro em determinado período.


Willian,Guga


Afora isso, o Atlético-MG também atrasou ao menos duas parcelas de US$ 1 milhão cada (R$ 4,16 milhões) referentes aos direitos federativos de Yimmi Chará junto ao Junior Barranquilla, da Colômbia. Como o caso foi levado até a Fifa, está em curso uma negociação para que ocorra um novo parcelamento. Situação semelhante se deu em relação a Guga, que pertencia ao Avaí. A equipe de Belo Horizonte se propôs a pagar R$ 7,5 milhões em três vezes, mas na segunda já não honrou o compromisso.Após uma tratativa, também não honrou o acordo de renegociação dentro do prazo. Ainda em setembro, o diretor de futebol Rui Costa informou que o clube estava atrás de parceiros que pudessem ajudar a quitar os compromissos. Todos esses problemas, claro, vão de encontro ao discurso de austeridade financeira adotado pelo presidente Sérgio Sette Câmara. Mas a realidade aponta para problemas dentro e fora de campo.


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