Jorge Jesus

​O excelente desempenho dos 2 únicos treinadores estrangeiros em atividade na ​Série A - Jorge Sampaoli e Jorge Jesus -, tem fomentado um debate que já é antigo: podemos pensar em um treinador não-brasileiro à frente da Seleção? O que impede que técnicos estrangeiros sejam verdadeiramente cogitados como potenciais candidatos ao comando técnico da Canarinho?


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Jorge Sampaoli

​​Sabemos que o problema primário está na mentalidade retrógrada daqueles que comandam o nosso futebol. No imaginário atrasado dos nossos gestores/cartolas, ainda somos o modelo a ser seguido, ainda temos os melhores jogadores e os melhores técnicos do mundo. Tudo que é novo e que vem de fora é recebido com grande resistência, talvez pelo medo de admitir que fomos superados naquilo que costumávamos ser referência.


Mas mentalidade é algo mutável, e a contratação de Pia Sundhage pela ​Seleção Feminina é uma prova disso. Dona de um currículo invejável e amplamente vitorioso, a treinadora sueca foi apontada como sucessora de Vadão e vem fazendo um ótimo trabalho em seu início de jornada no novo país: não somente os resultados têm sido animadores, como a evolução coletiva e tática do time brasileiro em campo.

FBL-BRA-ARG-WOMEN-FRIENDLY

Pia, em pouco tempo de trabalho, já prova que o intercâmbio de ideias pode ser justamente o que o Brasil precisa para sair da mesmice. Reconhecer que há bagagens e conhecimentos valiosos fora das nossas fronteiras é o primeiro passo em busca de uma nova excelência para o nosso futebol, cada vez mais atrasado e desinteressante. Em um Brasileirão marcado pela pobreza criativa e pelo pragmatismo resultadista, quem segue na briga pelo título é o implacável ​Flamengo de Jesus e o corajoso ​Santos de Sampaoli. Enquanto isso, a Seleção Brasileira empatou em 1 a 1 com a Nigéria, em jogo amistoso disputado em Cingapura...