​Na última quinta-feira (10), a ​Série A do Brasileirão viveu o desfecho de sua rodada 24, mais uma bastante agitada por discussões e polêmicas de arbitragem. Confira a seguir cinco erros e acertos que marcaram esta jornada de meio de semana, com destaque para o agitado duelo entre Botafogo e Goiás:


Pênalti para o CSA contra o Internacional

No Rei Pelé, ​CSA e ​Internacional empatavam em zero a zero até uma jogada individual mudar o panorama da partida. O meia Dawhan arrancou sozinho pelo meio, passou pela marcação e se preparava para invadir a grande área colorada quando foi derrubado pelo lateral Uendel. O árbitro de campo, Vinícius Furlan (SP), acompanhava de perto a jogada e não hesitou em apontar a marca da cal, chamando a responsabilidade na jogada.


Opinião da redação: Pênalti bem marcado. Dawhan partiu pra cima da marcação de Uendel e ia levantando vantagem na jogada, infiltrando sozinho. Infantilmente, o lateral colorado projetou sua perna esquerda e impediu a passagem do atleta rival, deslocando-o. Ainda que o camisa 8 do clube alagoano tenha valorizado o contato, ele existiu.


Gol do Goiás anulado por falta de Rafael Moura

Começamos aqui uma série de lances polêmicos que ocorreram entre ​Botafogo e ​Goiás, no Rio de Janeiro. Aos 4' da etapa final, os visitantes iniciavam uma pressão em busca do empate, mas tiveram lance agudo frustrado por marcação discutível da arbitragem: Barcia cruzou na segunda trave, Yago Felipe dominou e descolou novo cruzamento por elevação, encontrando He-Man. O centroavante goiano disputou no alto com o zagueiro Benevenuto e foi às redes, mas teve gol imediatamente anulado pelo árbitro de campo, por carga nas costas do defensor.


Opinião da redação: Diferentemente do lance da rodada passada envolvendo Felipe Melo e Igor Rabello, Rafael Moura não projeta os braços em um empurrão acintoso: seu movimento é comum em lances onde o atacante toma impulso para subir, e o fato de estar olhando a bola, toda sua trajetória, também joga 'a seu favor' nesta jogada. Gol mal anulado.


Gol de Cícero anulado por impedimento

​​Mais um lance no Nilton Santos sob debate e questionamentos. Aos 41' do primeiro tempo, o Botafogo já vencia por 1 a 0 e chegou a comemorar a vantagem dobrada, mas não por muito tempo: João Paulo cobrou falta na área, Cícero subiu mais alto que a defesa esmeraldina e completou pro fundo do gol. O bandeirinha assinalou impedimento e a jogada rumou ao VAR, que recomendou a anulação do gol por impedimento muito ajustado.


Opinião da redação: Mais um caso milimétrico, que exigiu longo tempo de revisão na cabine do VAR. Em lances tão difíceis como este, difícil cravar que o software errou ou foi mal operado por quem o administra, portanto, gol bem anulado no Nilton Santos. O pé de Cícero parece estar centímetros à frente do penúltimo defensor goiano.


Toque de mão em gol do Goiás

Sim, Botafogo e Goiás realmente foi um jogo turbulento para o trio de arbitragem e, por tabela, para nós jornalistas. Aos 12' da etapa final, o Esmeraldino partia pra cima em busca do empate - o placar neste momento apontava 1 a 0 para o Glorioso -, e chegou a comemorar gol de Michael, mas o lance rumou ao VAR para revisão de suposta falta no início da jogada. Antes da bola sobrar para o atacante goiano tabelar com Rafael Moura, a bola teria resvalado no braço de Marlone em disputa de bola com o defensor alvinegro.


Opinião da redação: Pela nova recomendação, onde todo lance de mão do ataque é falta, a decisão da arbitragem pela anulação da jogada se justifica. O problema mora na regra, já que é evidente que Marlone não tenta tirar vantagem na jogada e a bola só resvala em seu braço por conta de um desvio prévio do marcador do Botafogo.


Gol anulado de Fred

O placar da partida entre ​Cruzeiro e ​Fluminense no Mineirão apontava zero a zero quando, aos seis do segundo tempo, tivemos o lance que poderia ter mudado os rumos do jogo: Fred recebeu cruzamento perfeito de Egídio pela esquerda e completou, de cabeça, para o fundo das redes tricolores. O lance foi para revisão na cabine do VAR e acabou sendo anulado após revisão do árbitro de campo, que enxergou falta do meia Robinho na origem da jogada, em uma disputa de bola com o lateral Gilberto.


Opinião da redação: O gol cruzeirense não deveria ter sido anulado, já que o contato de Robinho em Gilberto não foi intencional e não impediu o lateral tricolor de prosseguir na jogada. O meia celeste, por sinal, sequer consegue ver onde está o seu adversário no momento do contato, já que está se projetando à frente.