​A cada nova rodada sem vitória no Brasileirão, o ​Cruzeiro começa a temer, verdadeiramente, o primeiro rebaixamento de sua história. O último triunfo celeste em casa data do primeiro dia setembro, quando bateu o Vasco por 1 a 0. Os tropeços acumulados no Mineirão aumentam a tensão nas arquibancadas e o apoio irrestrito, pouco a pouco, vai se transformando em pressão, vaias, brigas e protestos.


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​​Este enredo, que já havia sido testemunhado no ​empate em 1 a 1 contra o Internacional, voltou a se repetir na última quarta-feira (9), quando Cruzeiro e Fluminense ficaram no zero a zero na capital mineira. Enquanto jogadores celestes desabaram em campo após o apito final - com alguns até indo às lágrimas -, a frustração da torcida cruzeirense se transformou em brigas, confusões e ânimos exaltados.


Além de atletas específicos do atual elenco como Sassá e Egídio, os principais alvos dos protestos das arquibancadas foram os dirigentes do clube, em especial o presidente Wagner Pires de Sá e seus maiores apoiadores. Conselheiros favoráveis à gestão foram cercados por grupos de torcedores no estacionamento e em outros setores do estádio, obrigando os seguranças da Minas Arena a intervir para evitar confusões de maiores proporções.

O tropeço celeste diante de um adversário direto, aliado à vitória do ​CSA na rodada, colocaram o clube mineiro em situação ainda mais preocupante na classificação. Neste exato momento, o Cruzeiro é antepenúltimo colocado com 21 pontos somados, a quatro de distância do primeiro clube fora da zona de rebaixamento.