​No início da década passada, o Brasil teve seu último representante no comando técnico de um gigante do futebol europeu. Em 2005, Vanderlei Luxemburgo foi o escolhido pelo Real Madrid para treinar o time de 'galácticos', formado por Figo, Beckham, Zidane, Raul e duas estrelas brasileiras: Roberto Carlos e Ronaldo.


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​​Quase quinze anos após a passagem de Vanderlei Luxemburgo pelo gigante espanhol, um dos protagonistas daquele time estrelado revelou 'bastidores' da relação entre técnico e elenco merengue. Em entrevista concedida ao goleiro português Vítor Baia, do 'Canal 11', o ex-lateral Roberto Carlos confidenciou que uma das primeiras medidas do treinador à frente do Real entrou em rota de colisão imediata com os jogadores.


"Nós tínhamos o costume de chegar na concentração, deixar as malas no quarto e, antes do jantar, tomar a nossa cervejinha e o vinho. E sempre em cima da mesa, tinha o vinho. Duas garrafas em cada mesa. O Luxemburgo, quando chegou, eu o Ronaldo falamos: ‘Professor, nós temos uns costumes aqui, e o senhor vai ver. Tenta não mudar, não. Não tira o vinho da mesa e os 20 minutos da cervejinha antes do jantar, porque senão a gente vai ter problemas. O que ele fez? Tirou primeiro a cerveja. Depois tirou as garrafas de vinho", contou.

Real Madrid's Brazilian coach Wanderley

Como noticia o ​Globoesporte, o camisa 3 foi além e, em tom de arrependimento, confessou o comportamento 'pouco profissional' das estrelas daquele emblemático grupo"Como é possível que a gente fizesse tanta besteira? Muita coisa. Acabava cada jogo e era voo privado (...) Era o Beckham que ia para não sei para onde, Figo para não sei onde, Zidane para tal lugar, Ronaldo, eu... Eu ia para Fórmula 1 direto. Eu rezava para os jogos serem no sábado para no domingo ir para a Fórmula 1. Onde fosse. Em voo privado. Uma doideira", concluiu.

Wanderlei Luxemburgo