Desde a temporada passada, a torcida do ​Atlético-MG passou a não criar mais expectativas por aquisições de grande porte nas janelas de transferências, muito em função do discurso padronizado de austeridade adotado pelo presidente Sérgio Sette. Surpreendendo a todos, o clube mudou sua atuação no último mês de julho e partiu para a ofensiva no mercado sul-americano, contratado dois reforços que simbolizaram investimento de R$ 20 milhões.


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Em entrevista concedida ao UOL Esportes, o diretor de futebol do Galo, Rui Costa, explicou como o clube mineiro conseguiu viabilizar as chegadas do volante Ramon Martínez e do lateral Lucas Hernández, contratações que custaram um total de 5,2 milhões de dólares aos cofres alvinegros (aproximadamente R$ 20,7 milhões).


"O Atlético é um clube que tem credibilidade, tem crédito. Existem coisas que evidentemente são absolutamente contratadas, legalizadas e transparentes, além de acessíveis aos conselheiros do clube. Por cláusulas de confidencialidade, não posso, como gestor e diretor de futebol, torná-las públicas. O Atlético fez tudo dentro das linhas e das premissas que o presidente sempre colocou. Temos que respeitar o orçamento e colocar o clube competitivo sem desequilibrar as receitas e despesas", explicou.


Apesar de não ter dado maiores detalhes acerca das negociações, entende-se que os dois acordos foram firmados para serem quitados de forma parcelada, semelhante ao que o Galo fez para adquirir Guga junto ao Avaí: compra em três vezes, com o primeiro depósito feito em janeiro, o segundo em julho e o terceiro previsto para dezembro de 2019.


Crédito da foto de cobertura: Bruno Cantini/Atlético