O renomado jornal The New York Times lançou uma matéria com o título ​"No caso PSG, documentos mostram que a UEFA se rendeu sem lutar", que mostra algumas falhas no julgamento do caso de Fair Play Financeiro do PSG. As informações aqui expostas foram retiradas da citada matéria.


O verão de 2017 foi muito bom para os torcedores do Paris Saint-German. Os dois jogadores mais caros da história (até agora), foram anunciados pelo clube naquela janela. Neymar saiu do Barcelona para o PSG por nada mais, nada menos que 222 milhões de euros e Kylian Mbappé foi por empréstimo, mas com uma cláusula de compra obrigatória de 180 milhões de euros, que só foi exercida na janela para a temporada 18/19. Isso foi exatamente uma maneira do PSG não se meter em problemas com a UEFA por conta do Fair Play Financeiro, mas não deu muito certo.

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Bem, como já se sabe, a UEFA abriu uma investigação contra o PSG para apurar o financeiro deles e ver se encontrava alguma irregularidade. Naquela janela, o clube além de comprar Neymar, também investiu em Yuri Berchiche por 16 milhões e conseguiu negociar Dani Alves e Lassana Diarra à custo zero, somando tudo, o PSG gastou 238 milhões de euros em compras. Pela regra de Fair Play Financeiro, esse número não pode ultrapassar a receita de vendas do clube, que no caso foi apenas 98,4 milhões de euros, somando as vendas de Lucas Moura, Blaisi Matuidi, Serge Aurier, Jean-Kévin Augutin e Youssouf Sabaly.


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O problema todo começou quando o juiz José Narciso da Cunha Rodrigues, responsável por julgar o caso, recebeu os documentos do investigador principal, Yves Leterme, que tinha como conclusão que não houve irregularidades por parte do clube. Então, Cunha Rodrigues ordenou uma reavaliação do caso e questionou as conclusões de Leterme.




O argumento usado pelo PSG foi que a diferença entre as receitas de vendas e compras foi coberta pelos contratos de patrocínios que o clube tem. Para analisar isso, Leterme contratou a empresa de marketing esportivo Octagon Worldwide e permitiu que o Paris também contratasse uma empresa para fazer as mesmas análises dos contratos. O clube optou pela Nielsen. O contrato que mais impressionou nos dados fornecidos pelo clube foi com o setor de turismo do Qatar. Segundo o clube, o acordo fornecia ao PSG mais de 100 milhões de euros. Já na investigação feita pela Octagon mostra que o contrato rendia menos de 5 milhões.


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O valor mostrado no estudo realizado pela Nielsen ficou próximo do valor que tinha sido anunciado pelo PSG. Leterme então não solicitou uma terceira investigação e considerou como certo os números fornecidos pela Nielsen, contratada do Paris. O juiz Cunha Rodrigues e o comitê de investigação da UEFA estranharam a ação de Leterme e os números apresentados e pediram a reabertura do caso, mas o PSG rapidamente recorreu e foi apoiado pela UEFA que preferiu encerrar as investigações.


Fatos expostos pelo The New York Times, resta agora saber qual será o posicionamento do clube e da UEFA. Um pronunciamento oficial deve ser dado nos próximos dias. O caso, porém, não deve ser reaberto, ou seja, o Paris não deve ser punido por supostos erros cometidos naquela janela.