O Sport vive fase difícil no Brasileirão Feminino A1. Lanterna do campeonato, marcou apenas um gol e tem pontuação zerada até o momento. A crise é tão grande que até março Janaína Galhão era zagueira, mas foi improvisada para atuar como goleira no torneio. ​Após a derrota para o Santos por 9 a 0, a jogadora Sofia Sena demonstrou insatisfação com a situação do clube.


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“Elas convivem mais com a bola e a gente mal toca na bola. O que falta mesmo para o Sport é o foco do clube em nós, que é uma dificuldade tremenda para isso acontecer. Não tem prioridade para o feminino, tem um horário, uma professora para ensinar vocês, uma bola e se vira. O resto a gente resolve. A gente pode ter raça, pode ter vontade, pode ter amor, mas com certeza isso não vai ganhar o jogo”, desabafou.


Em contato com o site pernambucano ​Jornal do Commercio, a coordenadora de futebol feminino do Rubro-negro, Nira Ricardo afirmou que os treinamentos são baseados de acordo com a tabela de jogos. Na época que estão sem partidas, os treinos acontecem três vezes por semana: terça, quinta e sexta-feira. As atividades são frequentes apenas quando há compromissos.


De acordo com a publicação, o time usa o campo auxiliar da Ilha do Retiro, para facilitar a rota das atletas que moram em regiões mais afastadas de Recife. Segundo Nira, o Sport não tem nenhum papel na administração dos calendários da equipe na competição. “Na entrevista, ela emendou e ficou parecendo que era o Sport que faz a logística. É uma assessoria que faz. Ficou muito apertada jogou ontem (sábado) e voltou à noite. Pegou ela desprevenida”, disse.



O presidente Milton Bivar reforçou que a ideia é investir na base daqui em diante e que o time melhorará as condições oferecidas quando o masculino voltar à Série A. “Vamos melhorar sem perder a filosofia de investir. Em termos de melhora é trazer poucas [jogadoras] de fora, eu quero revelar garotas”, disse.


“ O Sport está em um processo de renovação e também de formação de equipe, porque é isso que o Brasil precisa para melhorar o futebol feminino. É ter coragem de pegar garotas jovens e botar para jogar para que a gente possa começar a revelar e aumentar o número de jogadoras. Meu modo de ver, ainda são poucas mulheres praticando o esporte”, concluiu.