Apontada de forma unânime como a maior edição de todos os tempos, a ​Copa do Mundo Feminina d​e 2019 conheceu, na tarde deste domingo (7), a sua grande campeã. Batendo a Holanda por 2 a 0 na grande decisão, a fortíssima seleção dos Estados Unidos celebrou o quarto título mundial de sua gloriosa história, isolando-se ainda mais no posto de maior vencedora da competição. Com uma campanha impecável e sofrendo muito pouco fase a fase, as norte-americanas confirmaram hegemonia na competição, afinal, eram as atuais campeãs (2015). ​A Holanda, por sua vez, se despediu com uma honrosa medalha de prata em sua segunda participação na história do torneio.


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​​Primeiro tempo

FBL-WC-2019-WOMEN-MATCH52-USA-NED

Contradizendo o que as prévias indicavam, a Holanda entrou em campo com formação tática diferente, adotando um esquema com três zagueiras. A opção por um sistema mais defensivo deu resultado e ajudou a equipe europeia a neutralizar o ímpeto ofensivo inicial dos Estados Unidos, seleção que balançou as redes nos dez primeiros minutos de todos os seus jogos nesta Copa. A primeira chance real só foi criada aos 27', quando Ertz aproveitou sobra de cruzamento e soltou uma bomba de dentro da área, parando em van Veenendaal.


Na segunda metade do primeiro tempo, a goleira holandesa viria a ser protagonista da partida, com ao menos mais três grandes defesas: aos 37', fez duas intervenções consecutivas ao afastar parcialmente cabeçada firme de Mewis, completando a defesa logo na sequência, parando finalização colocada de Morgan. Dois minutos depois, aos 39', van Veenendaal brilhou mais uma vez ao espalmar ótima finalização de fora da área da mesma Alex Morgan. Muito atrás e focada na contenção da equipe rival, a Laranja Mecânica terminou o primeiro tempo sem nenhuma finalização certa em direção à meta de Naeher.


Segundo tempo

Megan Rapinoe,Alex Morgan

A segunda etapa começou exatamente como a primeira, com as holandesas marcando muito forte e dando pouco espaço para as norte-americanas evoluírem. A partida seguia morna até os 12', quando uma infelicidade holandesa mudou totalmente o panorama da final: tentando cortar bola espirrada que vinha em direção de Morgan, a zagueira Van der Gragt ergueu demais o pé e acertou em cheio a atacante rival, que caiu pedindo pênalti. O VAR foi acionado e a infração confirmada, com Megan Rapinoe não desperdiçando e abrindo o placar na cobrança.


O gol 'achado' pelas norte-americanas - encontravam enormes dificuldades criativas até aquele momento da partida -, abalou completamente as holandesas. Com a vantagem no marcador, as chances dos Estados Unidos começaram a se multiplicar e a vantagem não tardou a ser dobrada: aos 23', Rose Lavelle arrancou sozinha, fez grande jogada individual e concluiu forte e colocado, sem chance para a goleira van Veenendaal. Heath, Morgan e Dunn ainda tiveram oportunidades claras em sequência para ampliar o marcador, mas pecaram nas finalizações ou pararam em grandes intervenções da goleira holandesa, melhor jogadora da equipe europeia na decisão. Fim de jogo e quarto título mundial da USWNT.


Premiações individuais

Megan Rapinoe

Troféu fairplay: França

Revelação do torneio: Giulia Gwinn (ALE)

Chuteira de bronze: Ellen White (ING) - 6 gols;

Chuteira de prata: Alex Morgan (EUA) - 6 gols;

Chuteira de ouro: Megan Rapinoe (EUA) - 6 gols;

Luva de ouro: Sari van Veenendaal (HOL);

Bola de bronze: Rose Lavelle (EUA);

Bola de prata: Lucy Bronze (ING);

Bola de ouro (MVP): Megan Rapinoe (EUA);

Terceiro lugar: Suécia, ao vencer a Inglaterra por 2 a 1 no último sábado (6);

Melhor ataque: Estados Unidos, com 26 gols - melhor da história das Copas;